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Sincronia do desejo

Há números de telefone que nunca são registrados em agendas, se quer temos coragem de escreve-los em um post it, mas que estão guardados lá no fundo de nossa memória. E quando bate a “vontade” esses números surgem como se fosse cotidiano fazer tal ligação.

Fazia mais de 1 ano que eu e Lívia não nos encontravamos, ela com seu relacionamento conturbado, fazia questão de só se envolver em situações onde o comprometimento jamais deveria ir além da cama. Eu, por outro lado, tinha em nossos momentos na cama o auge de todo sentimento. Não havia “eu te amo”, “vamos namorar”, “quer casar comigo” ou qualquer outra forma de verbalização que desse a entender que eramos mais do que o “prazer pelo prazer”. E eu liguei, marquei de encontrá-la em sua casa e fui…

Ao chegar fui recebido com o mesmo sorrisão farto e aquele olhar que só Lívia sabe transmitir. Puxou-me para junto do seu corpo e me abraçou por um tempo. Senti seu cheiro de banho tomado e seu respirar que dispensava palavras e mesmo que eu tentasse encontrá-las, com certeza não acharia. Usava um vestido estampado e de um tecido mole, dessas malhas que você toca e suas mãos escorregam até a cintura, onde se pode sentir um pequeno fio por baixo, mostrando que a calcinha que vestia era convidativa e que deveria ser tirada em breve, por ninguem menos que eu.

Sentamos no sofá, conversamos sobre o último ano e o que haviamos feito durante esse tempo. Comentei sobre sua beleza que os anos parecem cada vez mais a rejuvenecer, o que é uma verdade. Enquanto isso,  ela com uma naturalidade muito peculiar, abria o ziper da minha calça e colocava meu cacete pra fora. Como se dissesse: Cala a boca e me deixa ter prazer, é pra isso que você está aqui!

Enquanto sentia o calor dos seus lábios movimentando-se, abri suas pernas e contemplei a calcinha branca com dois laços nas extremidades que foram devidamente desfeitos, um a um. Como quem abre um presente, vi aos poucos sua carne quente e úmida diante dos meus olhos. Toquei seus grandes lábios, coloquei-os entre os meus dedos e a partir de então os movimentos que eu fazia definiam a velocidade e intensidade que ela me chupava. E quanto mais intenso ficava, mais minha vontade crescia. Abri suas pernas e começamos um 69 delicioso, senti toda sua vontade através dos gemidos e movimentos que fazia com o corpo enquanto nos chupavamos e antes que ela me fizesse gozar ali, naquele momento, puxei seu corpo para cima do meu e a deixei cavalgar, senti os tremores do seu corpo e uma frase em gemidos: “vou gozar, assim eu não aguento…”. Eu por outro lado só senti os jatos explodindo e invadindo seu corpo que tremia e contorcia-se implorando para que não parasse.

Ali encaixados, nos olhamos fixamente por algum tempo, e ela disse: Vou te dar meu cartão, pois preciso que me ligue mais vezes.- Não precisa minha linda! Sempre que você me quiser bastará pensar em mim que o telefone tocará!

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O Êxtase

1. Os Olhos nos Olhos

O primeiro contato. A tensão. O encontro de olhares. Ela joga o cabelo, ele estufa o peito. A preparação. A idéia sobre “como começar uma conversa”. Toques acidentais de pele. Choque. Suor entre dedos. Aproximação. Cada vez mais. E mais.

2. O Contato

Toques cada vez mais frequentes, agora propositais. Carinhos. Mãos, cabelo, rosto – exatamente como foi descrito. O calor do rosto do outro sendo sentido por aquele que se aproxima. Respiração compartilhada. Mistura de hálitos. Leve sorriso esboçado por ela. Salivação dele.

3. O Beijo

Lábio no lábio. Calor. Mão na nuca, saliva, o macio acarinhando e sendo acariciado simultaneamente. O beijo do corpo todo, a mão na cintura, emaranhando cabelos, movimentando a cabeça ao seu bel prazer. Línguas, misturadas, encontradas, confusas, invasoras, descobridoras, devotas, atrevidas, nervosas, passeantes. A vontade de engolir o outro. O abraço forte, fundidor de almas, o peso entre os lábios, e a suavidade de um alívio acompanhante.

4. O Amasso

Corpo a corpo. Calor. Mão invasora, invade a mão, cintura, nuca, cabelos, orelha, costas, pescoço, colo, seios, barriga, umbigo, bunda, vãos… joelho, coxa, mistérios. A boca acompanha a mão, molha ainda mais o corpo, já melado de suor. Olhos fechados, abertos ou semicerrados, para sentir melhor. Arrepios, ele rijo, ela úmida, ele calado ela desnuda, ele despido, ela muda.

Dois em um (ou um em dois?). Vertical, horizontal, diagonal, pés, boca, língua, umbigo, mãos. Nariz, nuca, respiração. Ofegantes, gementes, mandões ou obedientes, carinhosos ou selvagens. Costas, bunda, visões. Amassa, arranha, esfrega, beija, lambe, chupa, carrega, monta, ordena, obedece, levanta, abaixa, abre, sobe, vira e tudo de novo.

5. O Êxtase

Tensiona. Tensiona mais. E mais…

Explode!

Ofega, treme, contrai, contrai, contrai – aperta, arranha, morde, fica.

Geme, grita, aperta, ri, gargalha, chora, respira, recupera-se. Cada um com seu estilo.

Diz que ama, agradece ou cala (os melhores).

Abraça.

Relaxa.

O Êxtase

* Citação e link compartilhado de “Brechot do Brega”, da Euterpia – Ouça!
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