Entre Amigos

Tinham acabado de assistir a uma comédia. Ação e romance. Mas já era tarde, passava da meia-noite. Lana saíra do trabalho e fora direto à casa do amigo Wagner, assistir ao filme que esperavam há um tempão e nunca estava disponível na locadora.

Conheceram-se num curso de francês. Ela aprendia porque gostava da língua. Ele, porque o currículo exigia. Desde então, não se largaram mais. Na época, Lana era noiva e fiel. Só poderia dar seus sorrisos e a amizade em troca da doce companhia de Wagner. Wagner, porém, sempre achara Lana atraente. Apesar de não ser loira, como preferia. Porém, suas curvas, seios fartos, pernas torneadas sempre lhe chamaram a atenção. Contudo, o que o seduzia era o seu jeito engraçado e descontraído de ser. A risada sem nenhuma contenção e a retórica aparentemente livre, sobre qualquer assunto.

Lana havia se separado do noivo há uns dois anos, depois de tê-lo flagrado transando professora de francês. Depois disso, Lana não se entregara a amor algum. Nem precisava, pois sempre tinha a companhia de seu fiel escudeiro, Wagner, para onde quer que fosse: cinema, jantares, festas… eram o casal mais-que-perfeito, mesmo sem serem um casal, propriamente dito.

Depois do filme, riram, ainda deitados sobre o puff do Home Theater cuidadosamente montado após a chegada de Wagner do exterior. Passara três meses na Europa, em um estágio muito bem remunerado. E agora, gozava de boa vida e gastava tudo ao seu bel prazer. Em todas as coisas, incluía Lana, que vivia em sua casa assistindo a filmes e mais filmes.

Ainda deitados, Lana cansada ainda do dia de trabalho, não ousou levantar-se para ir pra casa. Wagner ofereceu seu próprio quarto para que Lana ali repousasse e ele dormiria no puff mesmo… como já estava acostumado de tanto ficar ali até tarde, em frente à TV. Lana recusou. Puxou Wagner para mais perto e eu-lhe um abraço apertado. A coitada estava morta de sono… ou talvez a palavra ideal fosse… porre de sono.

Wagner se aproximou e envolveu Lana nos braços. Ela, acolhida, sentia seu perfume. Como em transe, Lana finalmente sentiu a temperatura de seu amigo de um jeito diferente do que sentira antes. Ele parecia mais quente que o costume. E quanto mais perto ficava, mais se apertava contra ele, para que sentisse também em seu corpo, a própria temperatura do amigo.

Ele estranhou, porém – é claro! – estava gostando de tudo aquilo. Nunca sentira o corpo de lana tão perto do seu e tão entregue. enquanto isso, Lana percorria seu nariz sobre o pescoço do rapaz, subia até atrás da orelha e depois descia ao peito, como se o estivesse descobrindo. Ele fechava os olhos e nem poderia acreditar. Seria um sonho? Adormecera após o filme e estava realizando o seu desejo num plano astral?

Não. Lana é quem descobrira que Wagner não era mais um menino. Era homem. E pulsava. Sentiu seu membro rijo enquanto o abraçava. Olho-o nos olhos e sorriu. Ele bobo, não sabia o que fazer, riu-amarelo. Lana encostou seu nariz no dele e mandou: “agora, me beija”. Hesitante, Wagner obedeceu de leve, tocando-lhe a boca suavemente, sentindo cada gota de saliva que provava. Lana sorveu-lhe forte, como se quisesse mesclar sua língua na dele e as duas se desmanchassem num molhado beijo de ex-amigos-de-infância, agora amigos-amantes.

Chupavam-se como dois canibais, entre lambidas e mordidas, Wagner acordou de seu sonho romântico e caiu de boca na realidade. Ampliou para o pescoço, colo, seios…  que seios… seios que desejava há anos, agora desnudos, tesos, com mamilos enrijecidos, pedintes, quase mendigavam por uma bela chupada e foi o que fez. Sorveu um, outro, com a ajuda das mãos enquanto ela se contorcia de prazer a leves gemidos. Apertava-lhe as costas, puxava-lhe o cabelo pedindo por mais.

Wagner descia, lambuzava-lhe a barriga, o umbigo, a púbis depilada, reluzente e convidativa. Cheirou-lhe, esfregou o rosto e abriu-lhe as pernas. Sentiu o cheiro atraente da buceta de Lana, exuberantemente molhada e inchada, pronta para levar aquela linguada que ele tanto esperava dar. Beijou, chupou, lambeu, meteu um dedo, dois… e gemia, implorava… queria mais! Já não aguentava esperar.

Até que ela parou. E virou-se de cabeça para baixo, à procura do pau de Wagner, enquanto lhe oferecia a xana. Num espetáculo de meia-nove… Lana lambia da cabeça até as bolas, sempre batendo e os dois pareciam estar em perfeita sincronia. Ele chupava e metia o dedo enquanto ela batia com uma mão e chupava ao mesmo tempo.

Mas ela queria mais… sentou-se. Olhou-o nos olhos e pediu: “me come?”. Wagner, antes temeroso, agora decidido, puxou-a para mais perto, pegou seu pau grosso e enfiando devagar, dizia… “senta…” Ela, com cuidado, descia… nunca tinha trepado em um pau tão grosso… metia… devagar… até que enfiou tudo! Ela rebolou para se acostumar, e sua buceta estava tão molhada que ela se empolgou e começou a cavalgar… rebolava e cavalgava enquanto Wagner admirava seus seios balançantes.

Ele sorria enquanto comia e abocanhava uma teta. Safado, agora falava-lhe brutalidades aos ouvidos. “Eu sabia que um dia eu te comeria…” e ela respondia… “fazia um tempo que eu já queria te dar…” – “sua puta…” – “seu cafajeste…”

Excitadíssimo, Wagner virou Lana de quatro, assim poderia dominar e acelerar a cada gemido, puxava-lhe os cabelos e mandava “rebola, sua vadia”. E ela se esmerava em sair e entrar daquele pau imenso, enquanto ele socava todo o seu amor dentro daquela buceta quente. Mais e mais… até ela apertar suas coxas, enquanto mordia o travesseiro… E gemia e ofegava de um jeito mais intenso. Ele percebendo o clímax da parceira, intensificou as estocadas, mais duro, mais forte, mais rápido… até atingir o gozo final.

Ela se jogou de bruços na cama. Ele também, ao seu lado. Ela riu e falou, “quem diria…?”. E ele respondeu tímido, pensativo, e vitorioso: “quem diria…”

Um pensamento sobre “Entre Amigos

  1. aicia disse:

    Mas cê sabe falar de sacanagem em palavras bonitas, heim!

    Destaco: “Hesitante, Wagner obedeceu de leve, tocando-lhe a boca suavemente, sentindo cada gota de saliva que provava. Lana sorveu-lhe forte, como se quisesse mesclar sua língua na dele e as duas se desmanchassem num molhado beijo de ex-amigos-de-infância, agora amigos-amantes.”

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