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Joana achou estranhou alguém tocando a campainha tão cedo, mesmo estando acostumada a madrugar para frequentar suas aulas na academia antes de trabalhar era raro alguém aparecer tão cedo no seu apartamento.

Ao abrir a porta parou por alguns instantes sem conseguir ter uma reação, quando conseguiu falar algo foi no máximo o nome dele.

- Pedro? – pensou por um momento em bater a porta de volta, mas se conteve.

- Oi Joana – falou Pedro com um sorriso iluminado.

Joana deu um passo para trás, olhou para Pedro como se esperasse que ele subitamente sumisse no ar como a alucinação que deveria ser.

- O que você está fazendo aqui?

Pedro arrumou a alça de uma grande mochila pendurada nos ombros.

- Eu disse que viria te visitar um dia não falei? Não vai me convidar para entrar?

Joana gelou sem acreditar, ela conversava à meses com Pedro pela Internet, tinham se tornado grande amigos, confidentes e  nas noites sem sono trocavam visões de seus corpos pela câmera.

Joana abriu completamente a porta, Pedro entrou, mas não se sentou, deixou a bolsa cair sobre o tapete no centro da sala, observou cuidadosamente o shortinho de academia colado nas pernas e na bunda dura e redonda de Joana.

Enquanto ela terminava de fechar a porta e sentiu que estava com o coração quase tão disparado quando depois da série de exercícios que tinha dado-lhe o corpo sarado que possuía, se virou e viu Pedro caminhando decidido e lentamente em sua direção, só teve tempo de falar.

- Olha Pedro, eu…

E os lábios de Pedro dominaram a boca de Joana, sem força-la, sem encostar as mãos dele na pele morena. Um beijo suave como seda, mas quente e antes que pudesse começar a queimar como um braseiro foi interrompido pelas mãos de Joana empurrando o peito de Pedro.

- Pedro, o que você está fazendo?

Ela tentou disfarçar mas suas mãos, que mantinham o corpo dele afastado, sentiam a textura e formato do tórax por debaixo da camisa branca que ele usava.

- Você não precisa se preocupar – disse ele levando as mãos até o cabelo curto de Joana, acariciando e descendo até a nuca, tocando a orelha.

Ela arrepiou, fechou os olhos e os braços dela pareciam que cederiam junto com as pernas que estremeceram ao toque dele. Pedro se aproximou e com a outra mão tocou na cintura bem definida de Joana na pele nua entre o top e o short curto, falou ao pé do ouvido dela.

- Eu sei que você quer!

Ela tentou reagir, não conseguiu, não sabe se era o perfume dele, se as noites que se masturbou sobre o incentivo de pensar em encontra-lo ou a curiosidade de saber como aquele homem era o quanto ele era quente, o quanto a faria suar ao vivo comparado com o que já havia provocado apenas através do computador. Quando percebeu, estava inclinando sua cabeça e expondo seu pescoço para receber o beijo dele, a barba feita roçando em seu pescoço moreno e se perdendo entre os fios de seu cabelo repicado.

Pedro puxou o corpo dela delicadamente para perto do dele até não deixar espaço entre eles, inclinou a cabeça para baixo e encontrou a bochecha carnuda e rosada de Joana resvalando contra sua boca que procurava os lábios finos e vermelhos dela, teve inicio um beijo demorado, molhado e esquivo que parecia querer fugir pelos cantos da boca de ambos e foi se tornando um beijo intenso, cheio de mordidas e línguas e por fim se tornou a concórdia dela em se entregar.

As mãos macias e de unhas pintadas de Joana passeavam no cabelo crespo de Pedro enquanto com o outro braço segurava suas costas ajudando a manter os corpos colados enquanto ela se deliciava com o volume que sentia crescer e pulsar dentro das calças dele.

Pedro em um movimento rápido e forte ergueu o corpo de Joana do chão forçando a abraça-lo com as pernas para se segurar, enquanto mordiscava a orelha dele se embriagando no perfume que ele exalava, sentiu ele a carregando para a mesa da sala onde ele pousou sua bunda firme sobre a madeira fria, antes de se afastar Joana já havia arrebentado quase todos os botões da camisa branca deixando o peito nu de Pedro exposto.

Ela sentiu as mãos dele percorrendo suas coxas grossas e torneadas, apertando com as pontas dos dedos, subindo por seu corpo, já totalmente entregue ao desejo insano, tirou o top que usava deixando a mostra um par de grandes seios, mamilos de cor escura com uma grande aréola bem desenhada e pequenos bicos saltados que pareciam apontar para a boca de Pedro que atendeu o chamado abocanhando-os e fazendo o corpo de Joana estremecer ao toque de sua língua, as mãos dele de suas coxas subiram para o elástico do short e começaram a lutar contra ele, ela inclinou o corpo para ajudar e ele a despiu completamente sobre a mesa.

Os dois corpos se dançavam ao ritmo ofegante do desejo, a camisa rasgada de Pedro havia desaparecido, e seus lábios começaram a passear pelo corpo moreno e forte, descendo pelo colo macio, pelos seios fartos e molhados de tantos avanços da língua rápida dele, beijando a barriga sarada fazendo-a pular com pequenos gritos de cócegas e chegar a sua virilha fazendo-a arrepiar e estremecer agarrando a lateral da mesa e derrubando os poucos objetos que ainda estavam sobre o móvel enquanto ela mantinha a cabeça levantada para vê-lo se deliciar em seu mel.

A língua molhada de Pedro tocou de leve e de maneira quase imperceptível, ele ergueu e segurou as coxas de Joana e passou a língua por toda a extensão da buceta saltada e molhada fazendo-a escorrer enquanto Joana gemia alto, voltou e repetiu o movimento lambendo toda a superfície com mais intensidade, e finalmente encaixou ali seus lábios e parecia que Joana via estrelas no teto de sua sala, a boca beijava com intensidade aqueles lábios vaginais enquanto a língua se alternava entre penetrar e brincar clitóris duro e saltado de excitação, Joana agarrou a cabeça dele e apertou entre suas coxas enquanto sentia o gozo chegando que a fez tremer e sacudir a mesa.

Não suportando mais a espera ela saltou da mesa virou-se e empinou a bunda dura esticando bem as pernas grossas e morenas como duas colunas. Olhou por cima dos ombros a tempo de ver as mãos nervosas abrindo a calça e expondo um pênis grosso e pulsante de duro, ela esticou-se e agarrou o membro enchendo mão e se deliciando com a temperatura febril, a rigidez e principalmente pelo tremor que esse toque causou em todo o corpo de Pedro.

Puxou para perto enquanto se esforçava para ver o rosto dele por cima dos ombros, roçou a glande deixando-a molhada, pressionava contendo o impulso dele de penetra-la e logo soltou deixando que entrasse, teve que se segurar para não ir ao chão com a sensação, sentiu cada centímetro lentamente até os dois corpos se encontrarem e o pau no seu interior parecer estar se contorcendo e empinando como se quisesse atravessa-la.

Sentiu as estocadas fortes e lentas se transformarem em violentas batidas, tentava se segurar como podia enquanto seu corpo sempre forte e saudável começava a perder as forças quando um novo orgasmo veio intenso e avassalou toda sua alma deixando-a sentindo que ainda havia vida em seu corpo por que podia sentir a pressão do peito respirando sobre o lençol, então notou. O que um lençol fazia sobre a mesa.

Foi então que virou a cabeça derrubando o travesseiro que estava na beirada da cama, notou o corpo arqueado quase sobre os joelhos contra a fraca luz que entrava pela janela do cômodo em frente, virou-se de barriga para cima e sentiu que estava úmida, levando a mão para dentro do pijama descobriu que estava encharcada, e se masturbou e sem demorar muito gozou um orgasmo relaxante.

Virou de lado ainda sorrindo com a sensação, puxou o notebook que estava sobre o criado mudo e começou a escrever um e-mail que dizia.

“Olá Pedro, acabei de ter um sonho com você, deixe-me contá-lo…”

16 Comentários

  1. Sensacional o post, sr.
    Soube descrever como se estives… OH WAIT!

  2. Pra variar mais um texto mto bom! Em tempos virtuais isso deve ser mto frequente!

  3. Muito bom! Me senti na pele dela… Oooh delicia!

  4. Quem nunca passou por isso, não é mesmo?
    Mto bom…

    Parabéns, ótimo post!

    Bjs

  5. Ótimo texto. Totalmente instigante.

  6. Nossa… perdi o fôlego, perdi a noção do tempo e espaço…
    Vivo muito isso… É uma experiência real.. Fiquei deslumbrada com o texto…

  7. Incrivelmente realista — o conto e a situação. Sem contar que foi extremamente prazeroso ler o blog pela primeira vez.
    Parabéns.

  8. Haja dom! Quanta imaginação!
    Você é muito justo com os sexos, favorece a excitação de leitores eleitoras.
    Parabéns!
    Seus textos todos são muito instigantes.

  9. Texto gostoso…

  10. Excelente Cadu!
    as suas palavras, é tudo tão bem descrito, detalhes reais, nos fazem sentir as próprias presonagens… Já estou afim do Pedro rsrs! Como comentaram anteriormente, o seu poder de envolver tanto o público masculino como feminino é sensacional! E por fim parabenizo mais uma vez pela forma que usa palavras, vc tem o poder de usar as mais obscenas sem com que pareçam indescentes! Adorei e irei ler os próximos! Sucesso.

  11. CLAP! CLAP! CLAP! CLAP! CLAP!

    Cadu, a sutileza que escreveste foi realmente erótica. Sempre achei que eu não escrevia contos eróticos, mas pronográficos. Hoje tive a certeza.

    Seu conto pode ser lido por uma mulher sem soar grosseiro. E o melhor de tudo: é um enredo plausível e com um desfecho excelente!

    Parabéns, meu querido Cadu, parabéns!

  12. Cara… putz… o que dizer???

    Hum… acho que “Isso é que é um sonho!” resume tudo.

    Mais um excepcional post. Parabéns!

  13. É muito bom quando a gente tem esse tipo de sonho e acorda quase gozando…
    Parabéns, o conto é maravilhoso!
    beijos

  14. Sem comentários, Cadu! Objetivo concretizado! :-P Sensação “daquelas” ao ler! ;)

    bjo

  15. Caraca…quem nunca viveu algo parecido? Ou pelo menos algumas das cenas descritas nesse conto?
    Rapaz…esses contos são um perigo para a minha imaginação!
    hehehhehhee

    beijos,

  16. Que sonho hein…


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