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Ele vestido com uma roupa listrada e com um gorro e máscara, algo que mais lembrava um pijama que uma fantasia de “presidiário”. Ela com um short curto azul marinho e a roupa que também vagamente lembrava uma farda policial, no entanto o clima fazia jus a um pós-baile de carnaval.

Atravessavam o corredor, antes escuro, mas que se iluminava assim que os sensores de movimento detectavam seus passos cansados de tanto dançar e pular. Ele abriu a porta e deixou ela entrar primeiro, ao passar pela porta acendeu a luz da sala e se jogou no sofá, ele tentou iniciar a conversa.

- A festa estava boa não é?

- Estava?

- Estava, não estava?

- Você achou é?

Ele insistiu.

- Algo errado?

- Não, está tudo ótimo – indicando claramente que havia algo errado.

- O que foi?

- Eu vi a maneira como você olhava para aquela odalisca.

- Quem?

- Não se faça de besta! – respondeu ela que sempre falava mais alto quando bebia.

- Você está imaginando coisas – ele que estava até gostando do ciúmes dela.

- Você é um idiota – ela se levantou – e bem na minha frente, você nem disfarçou.

- Agora você está exagerando! – tentou acalma-la.

- Estava praticamente babando nela, eu devia era te dar uma surra com esse cassetete – respondeu tentando tirar o adereço da fantasia da cintura.

- Hey, você está maluca?

Ela virou-se sem conseguir soltar o ornamento da fantasia, visivelmente embriagada tropeçou quando ele a segurou pelo braço com firmeza.

- Você está falando sério? – começando a preocupar-se.

- Você… você… é… você é um idiota – balbuciou ela

A blusa imitando a sensual farda azul estava com os botões abertos deixando um sutiã de renda preto exposto.

- Idiota – ela repetiu tentando desferir um tapa ou algo assim – você é um idiota.

Ele a segurou mais forte, ela tentou violentamente se debater. Pensando em não machucá-la ele a empurrou, ela caiu sentada quase errando o sofá. Ao perceber ele tentou segurá-la para evitar a possível queda e acidentalmente arrancou o cinto de plástico, da fantasia dela, que ficou em sua mão.

- O que? Agora vai me bater? – disse ela observando a cena.

- Da maneira como você está agindo… – interrompeu a frase abruptamente.

Um silêncio de fração de segundos pareceu durar uma pequena eternidade.

Ela tentou levantar-se mas a combinação de álcool e revolta fez ela cambalear.

- Então vem, se você é homem…

Ele não prestava atenção. O rosto claro dela, vermelho pela bebedeira; o cabelo curto, antes alinhado agora bagunçado; a blusa com mais um botão aberto, deixando os seios dentro da lingerie expostos. A cena teve um efeito excitante nele: olhou para a peça da fantasia em sua mão, passando uma imagem que não combinava com o verdadeiro pensamento em sua cabeça.

Ela tentou novamente se levantar.

- Você é uma menina muito má, merece mesmo um castigo.

- E você conhece algum homem de verdade para isso, por que você não conta.

Provocar a masculinidade dele tinha um efeito irresoluto, dúbio, um misto de encorajamento com provocação que o incentivou a tomar a atitude que tomou, soltou a algema falsa do cinto que estava em sua mão.

- É um castigo que você quer? Por que é isso que você merece!

Segurando a mão dela e com habilidade surpreendente prendeu a algema em um dos braços, e girando-a pelo ombro completou o movimento. Trancou os braços na parte de trás do corpo da moça, que debateu-se surpresa.

- É assim né, você é mesmo um covarde…

Ele puxou a blusa, arrebentando os botões que sobraram e usando a roupa que não podia ser retirada completamente para ajudar a manter os braços imobilizados. Falou em um tom de voz manso e com a segurança de quem dominava a situação.

- Vou te dar o castigo que você merece.

Ouvi-lo falando próximo assim causou um instantâneo arrepio por toda a pele dela, a sensação de estar dominada ao mesmo tempo que excitava causava revolta.

- Você vai me castigar? Vai mesmo? – ela se surpreendeu com a própria provocação, sentiu o corpo sendo empurrado por cima do braço do sofá.

Ele se deliciou com a cena do corpo esguio imobilizado e ao seu dispor exposto ali, puxou o shortinho curto que ela usava deixando exposta a lingerie rendada. Se abaixou, e ela sentiu a respiração ofegante dele próximas em suas coxas denunciando suas intenções.

Ele mordeu as coxas brancas de forma delicada e começou a subir lentamente como quem experimenta a textura da pele com os dentes. Ao alcançar seu objetivo avançou com a boca ainda por cima da calcinha e com a língua úmida, penetrou entre o tecido e a carnuda xana que já apresentava-se molhada.

Ela estremeceu o corpo e por condicionamento tentou se movimentar, mas a combinação das algemas e da roupa retirada pela metade não permitia nem mesmo ela tentar se levantar. Sobrou-lhe a opção de provocar ainda mais.

- Cadê? Aonde está o castigo que você me prometeu? Aonde?

O resultado foi um tapa que a fez gemer ao mesmo tempo que assustava-se com o estalo, sentiu a peça de roupa ser rasgada em um movimento rápido e violento.

Ele retirou a fantasia, ficando completamente nu e repetia várias vezes: – Você é mesmo uma má menina, uma má menina.

Ela sentiu a ponta do pau roçando na entrada úmida e quente, sentiu ele pressionar buscando a penetração e contraiu-se tentando dificultar mais a penetração. Iria verbalizar mais uma provocação quando perdeu o fôlego com uma estocada rápida, sem cerimônia e deliciosa.

Ele segurou na cintura fina com as duas mãos e começou com movimentos vigorosos, a penetrá-la repetidas vezes.

- Isso, me castiga, isso – ela mudou o discurso por um momento, mas logo voltou ao discurso provocativo – isso é o melhor que você sabe fazer? É tudo que você tem? – falava entre suspiros e gemidos.

O efeito foi exatamente o desejado, apenas o incentivou a aumentar o ritmo e tornar-se violento, selvagem.

Ele decidiu provocar de volta, debruçou-se sobre o corpo imobilizado dela fazendo com que a penetração fosse mais profunda. Ela gostou de sentir o peso sobre as costas quando ele sussurrou no ouvido dela.

- Era realmente uma delicia aquela odalisca.

O resultado foi ela tentar se levantar e debater-se, tal qual um animal que buscava escapar do aprisionamento.

- Seu idiota, seu frouxo, seu cretino – gritava ela quando surpreendeu-se ao ver que misturava entre as palavras de revolta outras de incentivo – me fode mais seu babaca, fode seu inútil, me come.

Ele sentiu ela empinar a bunda, aumentou a intensidade. Sentia o êxtase se aproximando tanto nela quanto nele, acelerou o ritmo sentindo-se uma fera e urrou como uma quando gozou junto com a parceira. Sentiu-a escorrer o mel de prazer pelas coxas, ela deixou o corpo cair exausta.

Riram da situação. Largado no sofá, ele a observou na tentativa de levantar-se. A beijou vigorosamente e ajudou a se sentar.

Ela movimentou a cabeça tentando tirar o cabelo do rosto, sorriu para ele e perguntou.

- Onde estão as chaves, amor? Me solta agora.

Ele arregalou os olhos em sinal de sincera surpresa.

- Chaves? Você também não sabe onde estão as chaves?

Tinham acabado de assistir a uma comédia. Ação e romance. Mas já era tarde, passava da meia-noite. Lana saíra do trabalho e fora direto à casa do amigo Wagner, assistir ao filme que esperavam há um tempão e nunca estava disponível na locadora.

Conheceram-se num curso de francês. Ela aprendia porque gostava da língua. Ele, porque o currículo exigia. Desde então, não se largaram mais. Na época, Lana era noiva e fiel. Só poderia dar seus sorrisos e a amizade em troca da doce companhia de Wagner. Wagner, porém, sempre achara Lana atraente. Apesar de não ser loira, como preferia. Porém, suas curvas, seios fartos, pernas torneadas sempre lhe chamaram a atenção. Contudo, o que o seduzia era o seu jeito engraçado e descontraído de ser. A risada sem nenhuma contenção e a retórica aparentemente livre, sobre qualquer assunto.

Lana havia se separado do noivo há uns dois anos, depois de tê-lo flagrado transando professora de francês. Depois disso, Lana não se entregara a amor algum. Nem precisava, pois sempre tinha a companhia de seu fiel escudeiro, Wagner, para onde quer que fosse: cinema, jantares, festas… eram o casal mais-que-perfeito, mesmo sem serem um casal, propriamente dito.

Depois do filme, riram, ainda deitados sobre o puff do Home Theater cuidadosamente montado após a chegada de Wagner do exterior. Passara três meses na Europa, em um estágio muito bem remunerado. E agora, gozava de boa vida e gastava tudo ao seu bel prazer. Em todas as coisas, incluía Lana, que vivia em sua casa assistindo a filmes e mais filmes.

Ainda deitados, Lana cansada ainda do dia de trabalho, não ousou levantar-se para ir pra casa. Wagner ofereceu seu próprio quarto para que Lana ali repousasse e ele dormiria no puff mesmo… como já estava acostumado de tanto ficar ali até tarde, em frente à TV. Lana recusou. Puxou Wagner para mais perto e eu-lhe um abraço apertado. A coitada estava morta de sono… ou talvez a palavra ideal fosse… porre de sono.

Wagner se aproximou e envolveu Lana nos braços. Ela, acolhida, sentia seu perfume. Como em transe, Lana finalmente sentiu a temperatura de seu amigo de um jeito diferente do que sentira antes. Ele parecia mais quente que o costume. E quanto mais perto ficava, mais se apertava contra ele, para que sentisse também em seu corpo, a própria temperatura do amigo.

Ele estranhou, porém – é claro! – estava gostando de tudo aquilo. Nunca sentira o corpo de lana tão perto do seu e tão entregue. enquanto isso, Lana percorria seu nariz sobre o pescoço do rapaz, subia até atrás da orelha e depois descia ao peito, como se o estivesse descobrindo. Ele fechava os olhos e nem poderia acreditar. Seria um sonho? Adormecera após o filme e estava realizando o seu desejo num plano astral?

Não. Lana é quem descobrira que Wagner não era mais um menino. Era homem. E pulsava. Sentiu seu membro rijo enquanto o abraçava. Olho-o nos olhos e sorriu. Ele bobo, não sabia o que fazer, riu-amarelo. Lana encostou seu nariz no dele e mandou: “agora, me beija”. Hesitante, Wagner obedeceu de leve, tocando-lhe a boca suavemente, sentindo cada gota de saliva que provava. Lana sorveu-lhe forte, como se quisesse mesclar sua língua na dele e as duas se desmanchassem num molhado beijo de ex-amigos-de-infância, agora amigos-amantes.

Chupavam-se como dois canibais, entre lambidas e mordidas, Wagner acordou de seu sonho romântico e caiu de boca na realidade. Ampliou para o pescoço, colo, seios…  que seios… seios que desejava há anos, agora desnudos, tesos, com mamilos enrijecidos, pedintes, quase mendigavam por uma bela chupada e foi o que fez. Sorveu um, outro, com a ajuda das mãos enquanto ela se contorcia de prazer a leves gemidos. Apertava-lhe as costas, puxava-lhe o cabelo pedindo por mais.

Wagner descia, lambuzava-lhe a barriga, o umbigo, a púbis depilada, reluzente e convidativa. Cheirou-lhe, esfregou o rosto e abriu-lhe as pernas. Sentiu o cheiro atraente da buceta de Lana, exuberantemente molhada e inchada, pronta para levar aquela linguada que ele tanto esperava dar. Beijou, chupou, lambeu, meteu um dedo, dois… e gemia, implorava… queria mais! Já não aguentava esperar.

Até que ela parou. E virou-se de cabeça para baixo, à procura do pau de Wagner, enquanto lhe oferecia a xana. Num espetáculo de meia-nove… Lana lambia da cabeça até as bolas, sempre batendo e os dois pareciam estar em perfeita sincronia. Ele chupava e metia o dedo enquanto ela batia com uma mão e chupava ao mesmo tempo.

Mas ela queria mais… sentou-se. Olhou-o nos olhos e pediu: “me come?”. Wagner, antes temeroso, agora decidido, puxou-a para mais perto, pegou seu pau grosso e enfiando devagar, dizia… “senta…” Ela, com cuidado, descia… nunca tinha trepado em um pau tão grosso… metia… devagar… até que enfiou tudo! Ela rebolou para se acostumar, e sua buceta estava tão molhada que ela se empolgou e começou a cavalgar… rebolava e cavalgava enquanto Wagner admirava seus seios balançantes.

Ele sorria enquanto comia e abocanhava uma teta. Safado, agora falava-lhe brutalidades aos ouvidos. “Eu sabia que um dia eu te comeria…” e ela respondia… “fazia um tempo que eu já queria te dar…” – “sua puta…” – “seu cafajeste…”

Excitadíssimo, Wagner virou Lana de quatro, assim poderia dominar e acelerar a cada gemido, puxava-lhe os cabelos e mandava “rebola, sua vadia”. E ela se esmerava em sair e entrar daquele pau imenso, enquanto ele socava todo o seu amor dentro daquela buceta quente. Mais e mais… até ela apertar suas coxas, enquanto mordia o travesseiro… E gemia e ofegava de um jeito mais intenso. Ele percebendo o clímax da parceira, intensificou as estocadas, mais duro, mais forte, mais rápido… até atingir o gozo final.

Ela se jogou de bruços na cama. Ele também, ao seu lado. Ela riu e falou, “quem diria…?”. E ele respondeu tímido, pensativo, e vitorioso: “quem diria…”

Marcelo observava as pernas longas e claras de Izabela enquanto ela abaixava-se para ver a vitrine, onde observava os sapatos.

- Você já não tem sapatos e bolsas demais Izabela?

- Não, ainda não – respondeu ela com a simplicidade tipica feminina para esses assuntos.

Ele inclinou a cabeça enquanto a saia colegial de Izabela se inclinava, pode ver suas costas sobre o tecido da camisa branca e o começo de uma bundinha redonda, imaginava se ela vestia-se assim quando saiam para almoçar de propósito.

- Aquele vermelho não é lindo? – disse ela segurando no braço do amigo.

Marcelo olhou para Izabela, ela era baixa e tinha um corpo jovem e firme parecia ter menos idade do que realmente tinha, e a maneira com que se vestia apenas resaltava isso. Parecia uma colegial.

- Aquele vermelho com o salto alto? É aquele?

- Sim, mas você viu o preço? Custa quase o meu aluguel.

Marcelo levou Izabela pelo braço até o restaurante no shopping, escolheram uma mesa, os pratos, Marcelo encarava Izabela.

- Você pode para de me olhar assim Marcelo – pediu ela sentindo o rosto ruborizar.

- Não, eu não consigo.

Terminaram o almoço, Marcelo ofereceu para levá-la até seu carro que estava no estacionamento subterrâneo.

- Sou um idiota.

- O que foi?

- Esqueci as chaves no restaurante, pode me esperar Izabela, vou correndo – e saiu sem esperar resposta.

Enquanto Marcelo desaparecia entre os corredos do estacionamento Izabela ficou pensando por que teria de esperá-lo, se podia simplesmente terem se despedido naquele momento e ela saído em seu carro.

Marcelo voltou rápido com uma caixa em mãos, não se aproximou diretamente acenou para ela ao lado da saída de incêndio, Izabela caminhou um pouco impaciente na direção de Marcelo, gostava muito dele e sempre tinha se esquivado das investidas do amigo e se divertido com as provocações e o tesão que ela sabia dispertar nele.

Marcelo estendeu a mão e abriu a caixa – Para você – disse sorrindo.

Dentro da caixa o desejado par de sapatos brilhando, Izabela ficou boquiaberta, soltou um grito de contentamento e saltou empolgada no pescoço do amigo, com o pulo Marcelo se desequilibrou e bateu contra a saída de emergência que se abriu, estavam agora nas escadas.

- Não acredito, não acredito, obrigado, obrigado, obrigado.

O abraço entusiasmado de agradecimento se prolongou, ela sentiu os pés deixarem o chão, Marcelo se embriagou no perfume que emanava dos cabelos de Izabela, sem perceber beijou seu pescoço, sentiu ela arrepiar ao mesmo tempo que inclinou a cabeça em sinal de aceitação, o abraço prolongou-se, e virou um beijo que se iniciou com o toque de lábios de leve, e se tornou molhado e quente.

As escadas exibiam apenas uma leve penumbra vinda das luzes de emergência, Marcelo envolveu os cabelos dela entre os dedos, segurou sua cabeça, não queria deixar aquele momento escapar, Izabela, o afastou.

- Desculpe, Marcelo, eu não devia ter feito isso, eu… não sei o que deu em mim.

Marcelo olhou para o lado mas não havia nada para ver, soltou um quase inaudível “tudo bem”, um silencio constrangedor dominou o local, Marcelo mesmo foi quem tomou coragem de quebra-lo.

- Não vai experimentá-lo?

Ela fez que sim com a cabeça, sentou-se nos degraus da escada, retirou suas sapatilhas pretas, calçou o presente devagar, Marcelo ajoelhou-se na frente dela

- Deixei eu ajudar com o fecho.

Izabela afastou o tronco debruçando-se sobre os degraus atras dela, a imagem daquele homem de joelhos a sua frente pareceu-lhe deliciosa, começou a afastar lentamente as pernas.

Marcelo olhou para ela mas desviou o olhar fingindo não ver o que acontecia, terminou com o fecho do primeiro sapato e passou para o segundo, terminou esse e deixou as duas mãos sobre as pernas dela, começou a subir como se estive vestindo-as com meias invisíveis, Izabela arrepiou ao toque, as mãos se separaram quando chegaram nas coxas, ele apertou com força as duas, ela fechou os olhos e respirou fundo, uma respiração interrompida com um beijo que invadiu sua boca com fogo. Ela envolveu Marcelo com seus braços, elevando o corpo, suas línguas brincaram em um duelo vigoroso.

Marcelo estava debruçado sobre as escadas levandou o corpo de Izabela sem esfoço sem parar o beijo que aguardou por tanto tempo, virou-se invertendo a posição, sentou-se nos degraus e Izabela desvencilhou-se de seu abraço, por um momento Marcelo achou que ela ia para a brincadeira, mas o olhar dela dizia algo diferente, o rosto de menina com o ar de uma mulher sedenta de sexo.

Ela passou a comandar a situação, inclinou-se deixando as pernas eretas, e desabotou as calças de Marcelo, puxou-as até os joelhos de uma vez com voracidade levando a cueca junto, ajoelhou-se e começou com beijos, beijando as bolas, subindo devagar, beijos molhados e curtos, continuou subindo, chegou a ponta, chupou de leve, Marcelo estremecia o corpo, Izabela agora chupava a lateral e então começou a colocá-lo todo na boca, devagar, sentindo cada pedacinho ser envolvido pelos lábios, colocou todo ele na boca, até tocar o fundo da garganta, Marcelo surpreendeu-se com a habilidade.

Voltou sua atenção novamente para as bolas, chupava, lambia, deixava-as bem molhadas enquanto a mão masturbava habilmente o pau que latejava de tesão, olhou para Marcelo que estava espantado com a atitude da amiga, sabia que ela gostava de sexo e por mais que tinha imaginado ela diversas maneiras assim, a cena era ainda mais maravilhosa ainda que em seus sonhos.

Ela levantou-se e esticou seu corpo esquio como quem desfila em uma passarela, subiu três degraus se equilibrando com graça no salto dos novos sapatos, sem tirar os olhos dele levantou levemente a saia e começou a tirar a calcinha já molhada de tesão, ajoelhou-se sobre a escada deixando uma buceta depilada e umida a altura da boca de Marcelo.

Ele começou beijando as coxas, subindo devagar, roçando levemente, com a ponta da língua tocava suavemente toda a extensão daquela xana, segurava e apertava a bunda redonda enchendo as mãos. O toque da língua foi ficando mais fundo, logo ele lambia-a toda, alternando com um beijo sugado, tomando todo o mel que ela produzia. Izabela esforçava-se para ficar em pé, apoiou-se nas paredes com uma mão e com a outra conduziu os dedos dela para tocá-la por trás.

Ela estremeceu com o toque da ponta dos dedos que massageava o anús enquanto os lábios de Marcelo proporcionavam um beijo intenso, combinado com a língua que batia vigorosamente contra o clitóris, ele sentiu ela estremecer em anuncio do orgasmo que estava chegando, ele aumentou o ritmo segurando firme seu corpo até sentir que ela abafava o grito de prazer seguido de espamos, ele esforçou-se para sugar ainda mais forte e tomar para ele todo prazer que ela liberou.

Izabela sentiu as pernas moles, começou a abaixar-se devagar para evitar uma queda, Marcelo foi guiando seu corpo com as mãos enquanto ela dobrava os joelhos e assegurou-se que a buceta ainda pulsante e inchada encontra-se seu pau duro e ansioso para penetrá-la.

Izabela sentou de uma vez só, não se moveu por alguns segundos, sentindo o membro duro e quente preenchê-la, Marcelo ansioso começou a movimentá-la para frente, para trás, esfregando a pelvis contra a dele, com movimentos rápidos, a blusa agora aberta exibia seios balançando ao som do movimento molhado e estralado do sexo forte. Quando ela sentiu que ele iria gozar parou, se levantou, segurou o pau pela mão e olhando para os olhos dele falou.

- Eu quero aqui!

E foi colocando devagar no cuzinho antes massageado, sentando lentamente, Marcelo sentiu o orifício se abrindo para recebê-lo, centímetro a centímetro, até preenchê-la completamente. Agora ela dominava os movimentos, mexendo devagar, e depois forte, ele desferiu um tapa estralado na nádega direita, e tal qual um animal incentivado ela aumentou o ritmo, abraçou o amante e sussurrou ofegante em seu ouvido.

- Faz de novo.

Ele obedeceu, e bateu novamente, e outra vez, e mais uma, a cada tapa Izabela se contorcia e pulava mais, sentia o gozo chegando de novo, cravou as unhas nas costas de Marcelo que não pode mais se segurar, teve um orgasmo quente e forte, ela quando sentiu o êxtase dele e sua expressão de prazer gozou junto, mais forte, mais longo, teve a impressão de ter perdido a conciência por alguns segundos.

Se olharam ofegantes, se beijaram, então ouviram um barulho no patamar superior das escadas, se levantaram depressa, sairam batendo a porta. O jovem estagiário da loja de departamento aapreceu para degustar escondido do seu cigarro, estranhou o objeto largado nos degraus, aproximou-se e ficou pensando o que uma calcinha e um par de sapatilhas pretas faziam abandonados na saída de emergência.

- Meu nome é Moana – respondeu ela enquanto era conduzida pelas mãos firmes dele.

- Como? Moana? – perguntou ele mais confuso pela extravagância do nome que pelo som alto da música que atrapalhava a conversa mesmo eles estando com os corpos colados durante a dança.

- Isso mesmo, é italiano – respondeu.

Eles continuaram a dança pelo salão fazendo o longo cabelo castanho dela balançar pelo ar, os corpos colados começavam a transpirar com o calor da pista, a música latina conduzia o ritmo sensual embalava-os quando ele fez o convite.

- Vamos para um lugar mais reservado.

Foram até uma das mesas ao lado do bar onde a música se perdia com a distância, pediram bebidas, cerveja para ele, vodka importada para ela, ele olhou com espanto para o pedido dela, mas não falou nada.

- Você não vai perguntar meu nome? – ele disse depois de um gole refrescante da cerveja gelada.

- Eu preciso mesmo? – ela respondeu passando a mão na nuca dele e puxando sua cabeça em direção a sua para um beijo, beijou intensamente.

O dançarino acostumado a conduzir agora era conduzido, estranhou, mas não havia o que reclamar os lábios finos e vermelhos e Moana beijavam com força jovial e uma língua habilidosa.

Sem perceber ele perdeu a iniciativa com essa atitude dela, quando percebeu ela estava comandando o momento, notou isso apenas quando ela sugeriu que fosse embora, ele respondeu com um aceno de cabeça como que hipnotizado.

Pagaram a conta e foram até o estacionamento, ela destravou as portas de um carro importado de luxo e disse que deviam esperar. Ele se aproximou dela enquanto ela estava ao lado da porta e quando notou ela estava pressionando o corpo dele contra o carro estacionado, ele se assustou ao ouvir um “boa noite” pronunciado por uma voz masculina grave.

- Olá Mário, vamos?

Ele ficou confuso, cumprimentou o estranho com um juvenil “oi”, ficou ainda mais confuso ao vê-lo abrir a porta do passageiro e entrar, Moana também entrou e ao vê-lo com cara de perdido do lado de fora perguntou.

- Você não vem?

Ele abriu a porta de trás e entrou, um silencio impressionantemente duradouro de três segundos se passou e ele finalmente conseguiu perguntar.

- Seu amigo mora onde? – pensando que era apenas uma carona.

- Amigo? Mário é meu marido – ela respondeu enquanto dirigia pela via.

O dançarino abriu a boca mais nenhum som saiu, tentou entender o que estava acontecendo, tentou mais uma vez, outras duas, e então desistiu, ficou ainda mais confuso ao vê-la pedindo a suíte “de sempre” na portaria do motel.

Na garagem do quarto ele ainda parecia catatônico quando Mário abriu a porta do lado dele e fez um sinal com a cabeça para ele descer com um sorriso, só então ele viu a aliança dourada na mão ele. O dançarino desceu com um sorriso amarelo.

Moana puxou ele pela gola da camisa como quem conduz um cachorro para passear pela cidade.

Entraram no quarto, como o dançarino estava surpreso simplesmente deixou-se levar.

Moana jogou na cama redonda da suíte de luxo, subiu de joelhos sobre ele desabotoando suas calças, ela sorria com a cara de constrangimento dele, no entanto o pênis dele não parecia constrangido com nada.

Ela abocanhou o pau mostrando que as habilidades de sua língua iam muito além do beijo, ele resolveu se entregar de vez aquela situação surreal. Mário entrou um pouco depois, com a indiferença de quem entra em uma repartição publica para trabalhar.

Moana babava e chupava de forma barulhenta aquele cacete, quando ele tentou colocar as mãos em sua cabeça para conduzi-la ela as afastou, a mesma coisa aconteceu quando ele tentou tocar o corpo dela. Habilmente sem tirar a boca ela começou a abrir os botões da camisa dele. Ele já não estava se aguentando, olhou que Mário estava encostado na parede tocando o próprio pau por cima da calça.

Moana olhou para o dançarino, ele tentou falar algo mas ela fez um olhar reprovador de quem censura uma criança, ajeitou o seu corpo por cima do dele, puxou o vestido por cima da cintura e revelou para ele suas partes que escorriam molhadas, segurou o pau dele e colocou no caminho certo, desceu devagar, contorcendo o rosto de prazer, sentindo ele entrar devagar, quando chegou ao final suspirou profundamente, olhou para trás procurando por Mário, que começava a tirar a camisa.

- Querido – convocou com a voz embargada – pode-me – suspirou mais uma vez de prazer – ajudar com o vestido?

Mário caminhou lentamente até Moana e soltou o fecho do vestido e depois puxou o zíper até o final e retirou o vestido dela por cima da cabeça, ela atrapalhava a simples tarefa movendo a pélvis para frente e para trás esfregando o clitóris no dançarino latino enquanto o movimento fazia o pau dele entrar e sair de sua pulsante xana.

Ela olhou para ele e ordenou com o vigor de uma maestrina comando uma orquestra.

- Quero você por cima agora!

Ele obedeceu como se não houvesse escolha.

Ela se deitou com as pernas ao ar, ele penetrou-a de uma única vez, segurou em sua cintura e começou a meter freneticamente sem acreditar na situação que estava vivendo.

Moana segurava as pernas atrás do joelho e deliciava-se com o reflexo da bunda redonda e malhada do dançarino latino no espelho sobre eles.

- Mais forte – ela pedia quase sem conseguir pronunciar as palavras – mais forte!

Ele se esforçava, e tentou não diminuir o ritmo quando viu Mário nu com um corpo malhado e seus cabelos loiros subir de joelhos na cama e entregar um enorme pau a boca de Moana que o aceitou com prazer, os movimentos fortes do corpo moreno faziam o corpo dela balançar e às vezes escapar Mário de sua boca, mas ela buscava-o de novo com fervor.

Ela sentiu o arrepio percorrer seu corpo, o lençol molhar embaixo de sua bunda, chupou o pau em sua boca com toda a força que podia enquanto o orgasmo fazia todo o resto do seu corpo estremecer, se largou na cama como se tivesse desmaiado.

Recompôs-se em alguns segundos estava sobre o corpo malhado de Mário, deitou-se sobre o peito branco e depilado dele, e encaixou habilidosamente o quadril fazendo o pau penetra-la fundo, ele começou a mover o quadril tão rapidamente quanto uma maquina fazendo um barulho característico e excitante.

O dançarino se sentiu perdido novamente, mas assistir aquela cena fazia com que ele quisesse participar, como um filme pornô ao vivo, se aproximou e desferiu um tapa firme na bunda de Moana, ela parou de se mexer, Mário parou de penetra-la, ela olhou com olhar de reprovação.

- O que você pensa que está fazendo? – falou com tom sério – você não me bate, eu bato em você.

Ela voltou sua atenção para Mário ignorando as tentativas tímidas de desculpas do dançarino e desferiu um tapa estralado no rosto do marido que deixou uma marca vermelha no rosto europeu dele. Isso fez ele voltar a se mexer fazendo o pau entrar e sair ritmadamente de dentro dela, ela bateu novamente, ele aumentou o ritmo, tal qual um cavalo de corrida sendo incitado a ir mais rápido ela bateu de novo e de novo, ela sentiu perder a coordenação dos membros, tentou bater novamente no marido mas suas mãos não respondiam mais aos comandos, gritou de forma animalescas quando gozou mais uma vez e deixou o corpo cair pesadamente sobre Mário.

Ficaram assim um sobre o outro, ofegantes, ela olhou para trás procurando o dançarino.

- Agora eu quero você também, junto com meu marido.

Ele olhou com espanto e entendeu quando as mãos de Mário separaram a bunda de Moana, se ajeitou sobre a cama, colocou a cabeça do pau na entrada, pressionou e sentiu-a ofegar, viu que ela olhava nos olhos do marido, empurrou um pouco mais enquanto ela empinava a bunda, a cabeça entrou e ele foi paciente, esperou, ela se ajeitou, Mário começou a se mexer suavemente, Moana pingava de suor e excitação, quanto o pau a preencheu por completo.

Tantos corpos juntos envoltos em gemidos e gritos seriam uma confusão de membros e calor, mas Moana conduzia a situação com maestria, tudo para alimentar apenas o próprio prazer, o orgasmo essa dupla penetração foi ainda mais intenso e ela sentiu perder os sentidos por alguns segundos enquanto deixava o corpo sem forças largado entre aqueles dois amantes. Ficaram os três assim, ofegantes, largados, suados, gozados, até que se recuperaram.

Moana dirigiu até o endereço que o dançarino indicou, ao descer ele pediu o telefone dela mas ela respondeu.

- Não quero que você me ligue – e tocou o carro.

Parou a algumas quadras dali, olhou para o marido no banco do passageiro.

- Você esteve ótimo, como sempre.

- Para mim foi um prazer – respondeu ele estendendo a mão como que para receber algo.

Moana tirou um grosso volume de notas da bolsa e entregou a Mário, ele se despediu com um beijo no rosto dela e abriu a porta do carro para descer.

- Quando quiser é só me ligar de novo, eu adoro atende-la.

- Mário?

Ele voltou o olhar para dentro do carro.

- Você está esquecendo a aliança do meu marido – disse ela com olhar de reprovação.

Ele sorriu, tirou a joia do dedo e entregou a ela.

- Nada escapa de você não é Moana, você é única.

Ela colocou a joia no painel do veiculo e sai cantando os pneus noite adentro.

Leandra fez o sinal e Tarso tocou a ultima vinheta do programa, era hora de terminar, ela olhou pela janela do estúdio da radio e viu que ainda caia um temporal acompanhado de raios e relâmpagos. A nova sala da radio ficava em um alto prédio comercial e as janelas de vidro proporcionavam uma visão do espetáculo negro.

- Medo da chuva Leandra? – perguntou Tarso com um sorriso maroto no rosto.

Leandra sorriu para o negro alto, e fez cara de desprezo pela afirmação dele.

- Claro que não seu besta, apenas estou preocupada em como vou para casa.

- Eu podia te dar uma carona, mas sabe que preciso terminar a programação da madrugada e ainda tenho muita coisa para arrumar, odeio mudança.

- Vou pegar um taxi, não esquenta, até amanha Tarso – despediu-se Leandra, dando um beijo no rosto redondo de Tarso.

Saiu do estúdio, passou pela recepção, saiu pela antessala e caminhou até o final do longo corredor cheio de portas trancadas, virou a direita onde mais um corredor a levaria até os elevadores, foi quando viu suas portas prateadas, que um grande raio fez as janelas vibrarem como se fossem quebrar, instantaneamente tudo ficou escuro.

- Era só o que faltava – disse ela enquanto parada, para não bater em nada, procurava o celular para que a fraca luz do aparelho ajudasse a enxergar onde estava.

O aparelho emitia uma luz amarelada que mal permitia iluminar o chão, piscou, emitiu um som de alerta que indicava a bateria descarregada e desligou-se.

Ela ficou totalmente no breu, não podia ver a própria mão na frente do rosto, procurou pelas paredes e sentiu o desconforto de não saber a distancia dos objetos, gritou por Tarso torcendo para que o ambiente fechado do estúdio não fosse o suficiente para impedir a sua voz de chegar até o colega de trabalho. Não obteve resposta. Gritou outra vez. Nada.

Finalmente encontrou a parede e começou a caminhar enquanto tentava relembrar a localização dos vasos de planta espalhados pelo corredor, quando uma mão tocou a sua, teve que segurar o grito de susto que quase saiu de sua boca como uma lebre em fuga.

- Minha nossa Tarso, quer me matar do coração?!

Não ouviu resposta, a mão era macia, quente, grande, só podia ser Tarso, não havia mais ninguém no prédio. A mão que segurava a sua começou a subir pelo braço vagarosamente, sentindo os pelos, ainda eriçados do susto, na pele nua, chegou aos ombros ao mesmo tempo em que outra mão tocou-lhe o outro braço.

- Tarso o que você está fazendo?

Sentiu uma respiração quente e suave perto do seu rosto, arrepiou de novo quando suas costas encostaram-se à parede, mesmo com os olhos abertos era como se estivessem fechados e não podia ver nem mesmo um vislumbre da pessoa que se aproximou e tocou seu pescoço com o nariz, depois com os lábios, beijando-a e subindo até a sua orelha.

Ela se sentiu arrepiar, e por um momento fechou os olhos e ficou na ponta dos pés sentindo o arrepio percorrer o corpo quando forçou a si mesma a voltar a realidade.

Tentou afastar o homem e sentiu o quanto ele era forte, ouviu um “shiii” em seu ouvido e o empurrou de novo sem sucesso, pensou em gritar, não acreditava que Tarso faria qualquer mal a ela, mas e se não fosse Tarso? O medo preencheu sua mente, e este lutava com outro sentimento; de alguma maneira doentia ela estava gostando.

Sentiu o rosto do homem procurando o seu, lábios molhados e carnudos, ela abriu a boca savemente, sentiu o perfume doce e levemente amadeirado que emanava daquele corpo duro, fresco como quem acabou de sair do banho, seus lábios se tocaram suavemente e ela pensou que aquilo podia até mesmo ser romântico, se não fosse completamente insano.

O homem aos poucos soltou as mãos de Leandra e a segurou pela cintura, ela sentia as mãos grandes sobre o tecido de seu vestido colado ao corpo, seus lábios estavam tão perto que se tocavam às vezes, fazendo-a estremecer, com as mãos livres pensou em lutar, então levou as mãos até as costas do desconhecido e cravou-lhe as unhas, puxando por cima do tecido, pensou por que não tinha feito qualquer outra coisa mais eficiente para se livrar dele.

Sentiu-o urrar com a agressão, se contorcer, mas parecia ser mais de prazer que dor, ela sentiu sua barba por fazer no pescoço quando o homem levantou a cabeça, em um momento de lucidez ela o empurrou, sentindo um tórax forte e definido em baixo de uma camisa de botões, ele se afastou, era o momento de correr, mas não foi isso que fez, puxou a camisa dele ouvindo o tecido rasgar e o barulho de um pequeno objeto caindo no chão denunciando que um botão escapou da roupa do homem misterioso.

Tentou bater no rosto dele, mas se viu tocando-o, sentia-se insana naquele momento, como em um sonho, até mesmo os relâmpagos que poderiam dar alguma iluminação àquele cenário haviam parado, mas ela podia ouvir a chuva caindo, estremeceu de susto quando sentiu a mão dele tocando o seu rosto de maneira semelhante ao que ela fazia, a mão dele escorregou pelo pescoço, tocou-lhe o colo, e chegou ao seio escondido no decote do vestido tomara-que-caia.

Um novo momento de lucidez veio à tona e ela novamente tentou afastá-lo, ele foi rápido e a dominou contra a parede, um novo “shiii” pronunciado baixinho, ela pensou em negociar, falar com ele, mas ao invés de pedir por sua segurança ou oferecer sua bolsa, que ela nem sabia onde estava, pronunciou baixinho, de forma contraditória com o que falava.

- Eu vou gritar, se eu gritar alguém pode apare… – não terminou a frase por que não conseguia acreditar no que falava, sentiu a perna estremecer.

Sentiu a mão firme dele tapando a sua boca, a sensação de dominação fez seu corpo arrepiar e sentiu um inaceitável prazer naquilo.

Ele a virou contra a parede, manteve a mão sobre sua boca, segurando firmemente, de repente sentiu a outra mão tocando sua coxa e subindo seu vestido, já podia sentir também um volume roliço nas calças do homem, apertando-lhe a nádega, novamente se sentiu em um sonho insano e inacreditável quando se inclinou arrebitando bem a bunda para sentir melhor todo aquele membro.

Sentiu dedos grossos puxando sua calcinha para baixo e tocando-lhe onde uma umidade abundante denunciava o desejo que ela estava sentindo, ouviu um zíper se abrindo enquanto o grande corpo dele se apoiava, fazendo-a sentir a textura rústica da parede contra sua pele. Esticou a mão buscando o objeto de sua curiosidade e desejo dentro das calças dele, era uma nova experiência não poder ver um cacete e apenas toca-lo, sentiu que era longo e grosso, que possuía uma glande volumosa e quente, desceu novamente e encontrou bolas duras e ouriçadas.

Quando deu por si estava lambendo com uma língua reprimida a mão do agressor, que aliviou os dedos e a boca da moça, antes contida, começou a chupar os dedos deixando óbvio o que ela desejava fazer, ele a virou novamente para que ficassem frente a frente, mesmo que ela apenas soubesse disso pela posição da parede, e apesar de sentir o halito mentolado perto dela, não podia ver nem mesmo sombra de seu rosto.

O estranho empurrou o corpo dela para baixo, ela resistiu,

- Não! – disse ela, mas não foi um não firme, soou sussurrado, lento, pronunciado devagar.

Ele empurrou novamente.

- Não – ela repetiu – nem mesmo se você… – e fez uma pausa antes de continuar e pronunciar as últimas palavras da frase devagar – me obrigar.

Ele entendeu o recado e a empurrou com mais força, ela então cedeu, no escuro teve que tatear as pernas dele e sentiu suas coxas grossas e fortes, preferiu não usar as mãos e com a língua exposta na boca aberta começou a procurar seu objetivo, finalmente encontrando-o duro e apontando para cima, lambeu devagar, subindo por intermináveis segundos, quando o colocou na boca, sentiu a mão firme segurando sua cabeça e forçando-a coloca-lo todo para dentro.

Sentiu o pau quente e grande atropelar sua língua e chegar quase a sua garganta, tomou fôlego, mas era difícil respirar, a mão segurava firme e ela sentiu a saliva escorrer para as bolas daquela pica enorme. Mas o que realmente a deixou assustada era que estava adorando tudo aquilo.

Começou a chupar e ele repetia o movimento, ela começou a se tocar com a mão livre e foi surpreendida quando o pau deixou sua boca, o homem se afastou e a moça se desequilibrou para frente, tentou ver, mas ainda era como se estivesse de olhos fechados.

Então sentiu o tapa, certeiro em sua bochecha, firme, mas bem menos forte do que poderia ter sido, sentiu o corpo tombar para o lado, tateou a procura da parede, que era seu único ponto de orientação e não a encontrou. Escutou o barulho de tecido rasgando, pensou em correr, mas não queria. Agora ela iria até o fim.

Sentiu em suas coxas os joelhos do agressor tocando o chão, ela se deitou e mais uma vez arrebitou a bunda no maior ângulo que podia, sentiu a cabeça rígida e lisa procurando onde penetrar e se debateu, facilitando aquele pau a escorregar por suas nádegas, foi então que uma mão firme puxou seus cabelos escuros para trás, fazendo sua cabeça levantar, nesse momento ela sentiu que pingava de tesão.

Finalmente ele encontrou onde por o seu caralho e o fez todo de uma vez, ela sentiu como se todo o ar, que antes preenchia seus pulmões, tivesse desaparecido, deixando apenas vácuo no lugar, sentiu o contraste entre o chão gelado e a corpo duro e quente que a preenchia, sentiu mãos abrirem o zíper do vestido e puxarem seu corpo para frente, agora estava de quatro, puxada pelos cabelos, sentindo as estocadas ritmadas, percebeu o orgasmo chegando e ficou ofegante, foi quando ele desferiu um tapa em sua nádega que estralou e ecoou por todo o andar, ela não segurou e gritou de prazer sentindo que escorria pelas coxas.

Percebendo, o homem misterioso aumentou o ritmo, ela sentiu os joelhos doerem, seu cabelo esticado como o arreio de um animal forçava sua cabeça para cima, ela sentia o esforço dele e ouvia a respiração aumentando de ritmo, começou a rebolar quando sentiu o suor escorrendo pelo corpo, seus seios balançavam livres no ar e isso a deixava muito excitada sentiu que ele estava quase lá, outro tapa a fez se desconcentrar do movimento, teria caído se não fosse o cabelo que ele ainda segurava.

Ele aumentou ainda mais o ritmo das estocadas, algo que ela não achava possível, a sensação de ver escuridão para todos os lados fazia parecer que estava sonhando, sentiu um novo orgasmo chegando quando ele soltou seu cabelo e a segurou pela cintura, pegando no tecido do vestido, gozou dessa vez junto com ele, gritando alto de prazer, deixou o corpo cair no chão duro e agora molhado do fruto do prazer deles.

Deliciou-se com o peso do homem ofegante e molhado de suor em cima dela, sentiu a respiração dele em seu ouvido ir diminuindo, então ele se apoiou no chão, ela pensou que ele se levantaria, mas para sua surpresa, e quase agonia, ele reiniciou, começou a meter novamente, tão intensamente quanto antes, ela tentou falar alguma coisa, mas a cada estocada sentia espasmos de prazer, deitada no chão se sentia dominada, indefessa e estava adorando aquela sensação, sentia outro orgasmo vindo, mas não tinha mais força para suportar, podia perceber as batidas do seu coração na garganta e ele continuava a meter impiedosamente, ela tentou gritar, mas a voz não saiu, desmaiou.

Tudo estava escuro e sentia-se flutuar, não sabia quanto tempo havia passado, viu uma luz distante, ouviu chamar seu nome, a luz aumentou, viu a chuva caindo na janela, olhou para Tarso que estava com a cara mais assustada do mundo, chamando por ela com uma lanterna na mão iluminando o corredor.

- Tarso?

- O que aconteceu Leandra? Você caiu? – perguntou ele enquanto ajudava a se levantar.

Leandra tentou organizar os pensamentos, viu sua bolsa espalhada, tocou seu corpo e não sentiu nada diferente, seu vestido estava no lugar, tentou ficar em pé e se desequilibrou, o seu salto do sapato esquerdo estava quebrado.

- Eu ouvi você gritar logo depois que a luz apagou! – disse Tarso.

Ela tentou recompor os pensamentos.

- Você não estava…? – perguntou olhando em volta como quem acorda de um sonho.

- Estava o que? – perguntou ele.

- Nada, esquece, acho que cai e desmaiei – disse tirando os sapatos.

- Venha, vamos voltar para radio, você toma um copo de água e depois vou te levar até em casa.

Leandra se sentou no sofá na recepção, pegou o celular na bolsa e percebeu que ele estava com a bateria cheia, mais um indício de que estava sonhando, estava com a mesma roupa e toda no lugar, nem seu cabelo estava desarrumado. Não havia duvida, o salto se quebrou na hora do blackout e teria ocasionado um tombo.

Olhou para Tarso que trazia um copo de água.

- Obrigado Tarso, você é um anjo.

- Se sente melhor?

- Sim, você pode me dar aquela carona?

- Claro, vou apenas pegar minha jaqueta.

Tarso voltou, vestindo a jaqueta, pegou as chaves, parou na frente de Leandra com um sorriso.

- Vamos?

Leandra olhou para ele com um sorriso, notou algo estranho e perguntou.

- Tarso, onde foi parar o botão da sua camisa?

Joana achou estranhou alguém tocando a campainha tão cedo, mesmo estando acostumada a madrugar para frequentar suas aulas na academia antes de trabalhar era raro alguém aparecer tão cedo no seu apartamento.

Ao abrir a porta parou por alguns instantes sem conseguir ter uma reação, quando conseguiu falar algo foi no máximo o nome dele.

- Pedro? – pensou por um momento em bater a porta de volta, mas se conteve.

- Oi Joana – falou Pedro com um sorriso iluminado.

Joana deu um passo para trás, olhou para Pedro como se esperasse que ele subitamente sumisse no ar como a alucinação que deveria ser.

- O que você está fazendo aqui?

Pedro arrumou a alça de uma grande mochila pendurada nos ombros.

- Eu disse que viria te visitar um dia não falei? Não vai me convidar para entrar?

Joana gelou sem acreditar, ela conversava à meses com Pedro pela Internet, tinham se tornado grande amigos, confidentes e  nas noites sem sono trocavam visões de seus corpos pela câmera.

Joana abriu completamente a porta, Pedro entrou, mas não se sentou, deixou a bolsa cair sobre o tapete no centro da sala, observou cuidadosamente o shortinho de academia colado nas pernas e na bunda dura e redonda de Joana.

Enquanto ela terminava de fechar a porta e sentiu que estava com o coração quase tão disparado quando depois da série de exercícios que tinha dado-lhe o corpo sarado que possuía, se virou e viu Pedro caminhando decidido e lentamente em sua direção, só teve tempo de falar.

- Olha Pedro, eu…

E os lábios de Pedro dominaram a boca de Joana, sem força-la, sem encostar as mãos dele na pele morena. Um beijo suave como seda, mas quente e antes que pudesse começar a queimar como um braseiro foi interrompido pelas mãos de Joana empurrando o peito de Pedro.

- Pedro, o que você está fazendo?

Ela tentou disfarçar mas suas mãos, que mantinham o corpo dele afastado, sentiam a textura e formato do tórax por debaixo da camisa branca que ele usava.

- Você não precisa se preocupar – disse ele levando as mãos até o cabelo curto de Joana, acariciando e descendo até a nuca, tocando a orelha.

Ela arrepiou, fechou os olhos e os braços dela pareciam que cederiam junto com as pernas que estremeceram ao toque dele. Pedro se aproximou e com a outra mão tocou na cintura bem definida de Joana na pele nua entre o top e o short curto, falou ao pé do ouvido dela.

- Eu sei que você quer!

Ela tentou reagir, não conseguiu, não sabe se era o perfume dele, se as noites que se masturbou sobre o incentivo de pensar em encontra-lo ou a curiosidade de saber como aquele homem era o quanto ele era quente, o quanto a faria suar ao vivo comparado com o que já havia provocado apenas através do computador. Quando percebeu, estava inclinando sua cabeça e expondo seu pescoço para receber o beijo dele, a barba feita roçando em seu pescoço moreno e se perdendo entre os fios de seu cabelo repicado.

Pedro puxou o corpo dela delicadamente para perto do dele até não deixar espaço entre eles, inclinou a cabeça para baixo e encontrou a bochecha carnuda e rosada de Joana resvalando contra sua boca que procurava os lábios finos e vermelhos dela, teve inicio um beijo demorado, molhado e esquivo que parecia querer fugir pelos cantos da boca de ambos e foi se tornando um beijo intenso, cheio de mordidas e línguas e por fim se tornou a concórdia dela em se entregar.

As mãos macias e de unhas pintadas de Joana passeavam no cabelo crespo de Pedro enquanto com o outro braço segurava suas costas ajudando a manter os corpos colados enquanto ela se deliciava com o volume que sentia crescer e pulsar dentro das calças dele.

Pedro em um movimento rápido e forte ergueu o corpo de Joana do chão forçando a abraça-lo com as pernas para se segurar, enquanto mordiscava a orelha dele se embriagando no perfume que ele exalava, sentiu ele a carregando para a mesa da sala onde ele pousou sua bunda firme sobre a madeira fria, antes de se afastar Joana já havia arrebentado quase todos os botões da camisa branca deixando o peito nu de Pedro exposto.

Ela sentiu as mãos dele percorrendo suas coxas grossas e torneadas, apertando com as pontas dos dedos, subindo por seu corpo, já totalmente entregue ao desejo insano, tirou o top que usava deixando a mostra um par de grandes seios, mamilos de cor escura com uma grande aréola bem desenhada e pequenos bicos saltados que pareciam apontar para a boca de Pedro que atendeu o chamado abocanhando-os e fazendo o corpo de Joana estremecer ao toque de sua língua, as mãos dele de suas coxas subiram para o elástico do short e começaram a lutar contra ele, ela inclinou o corpo para ajudar e ele a despiu completamente sobre a mesa.

Os dois corpos se dançavam ao ritmo ofegante do desejo, a camisa rasgada de Pedro havia desaparecido, e seus lábios começaram a passear pelo corpo moreno e forte, descendo pelo colo macio, pelos seios fartos e molhados de tantos avanços da língua rápida dele, beijando a barriga sarada fazendo-a pular com pequenos gritos de cócegas e chegar a sua virilha fazendo-a arrepiar e estremecer agarrando a lateral da mesa e derrubando os poucos objetos que ainda estavam sobre o móvel enquanto ela mantinha a cabeça levantada para vê-lo se deliciar em seu mel.

A língua molhada de Pedro tocou de leve e de maneira quase imperceptível, ele ergueu e segurou as coxas de Joana e passou a língua por toda a extensão da buceta saltada e molhada fazendo-a escorrer enquanto Joana gemia alto, voltou e repetiu o movimento lambendo toda a superfície com mais intensidade, e finalmente encaixou ali seus lábios e parecia que Joana via estrelas no teto de sua sala, a boca beijava com intensidade aqueles lábios vaginais enquanto a língua se alternava entre penetrar e brincar clitóris duro e saltado de excitação, Joana agarrou a cabeça dele e apertou entre suas coxas enquanto sentia o gozo chegando que a fez tremer e sacudir a mesa.

Não suportando mais a espera ela saltou da mesa virou-se e empinou a bunda dura esticando bem as pernas grossas e morenas como duas colunas. Olhou por cima dos ombros a tempo de ver as mãos nervosas abrindo a calça e expondo um pênis grosso e pulsante de duro, ela esticou-se e agarrou o membro enchendo mão e se deliciando com a temperatura febril, a rigidez e principalmente pelo tremor que esse toque causou em todo o corpo de Pedro.

Puxou para perto enquanto se esforçava para ver o rosto dele por cima dos ombros, roçou a glande deixando-a molhada, pressionava contendo o impulso dele de penetra-la e logo soltou deixando que entrasse, teve que se segurar para não ir ao chão com a sensação, sentiu cada centímetro lentamente até os dois corpos se encontrarem e o pau no seu interior parecer estar se contorcendo e empinando como se quisesse atravessa-la.

Sentiu as estocadas fortes e lentas se transformarem em violentas batidas, tentava se segurar como podia enquanto seu corpo sempre forte e saudável começava a perder as forças quando um novo orgasmo veio intenso e avassalou toda sua alma deixando-a sentindo que ainda havia vida em seu corpo por que podia sentir a pressão do peito respirando sobre o lençol, então notou. O que um lençol fazia sobre a mesa.

Foi então que virou a cabeça derrubando o travesseiro que estava na beirada da cama, notou o corpo arqueado quase sobre os joelhos contra a fraca luz que entrava pela janela do cômodo em frente, virou-se de barriga para cima e sentiu que estava úmida, levando a mão para dentro do pijama descobriu que estava encharcada, e se masturbou e sem demorar muito gozou um orgasmo relaxante.

Virou de lado ainda sorrindo com a sensação, puxou o notebook que estava sobre o criado mudo e começou a escrever um e-mail que dizia.

“Olá Pedro, acabei de ter um sonho com você, deixe-me contá-lo…”

Acendeu o cigarro e olhou em volta antes de encostar-se no poste, o frio da madrugada não parecia incomodá-la apesar da minúscula minissaia e do corpete transparente. Olhou em volta onde outras prostitutas olhavam desconfiadas para a novata, ela não demonstrou preocupação, desviou o olhar e começou a andar a passos curtos sobre suas botas vermelhas com salto plataforma.

Um carro passou devagar observando as mulheres na rua de iluminação precária, ela se abaixou puxando o decote deixando os seios aparecerem, o carro não parou. Ela não pareceu se importar e continuou andando de um lado para outro.

Jogou o resto do cigarro na rua, puxou delicadamente para cima as meias arrastão que usava mantendo-as esticadas, se virou assustada quando o carro parou.

- Oi delicia, quanto é? – perguntou sem cerimônia o rapaz moreno e forte que dirigia o carro.

- Para você é trezentos gatinho! – respondeu ela debruçada sobre a janela do carona mantendo as pernas esticadas.

- Muito caro – respondeu ele já olhando para frente e colocando o carro em movimento

- Olha que eu valho cada centavo – insistiu a moça sem sair da janela.

Ele olhou fixo para ela por um segundo, ela esticou a cabeça para cima e soltou a fumaça de uma tragada no cigarro para cima fazendo o corpete se alongar e sobressaltar os seios apertados. Ele levou a mão até o botão e destravou a porta, ela entrou.

Seguiram para um motel barato próximo, ele sem dizer uma palavra, na fila de entrada ela se estica e começa a passar a mão sobre a calça dele, sente uma rigidez característica, ele não esboça nenhuma reação.

Entram no quarto ela se joga na cama sobre os lençóis ásperos cheirando a água sanitária, ele caminha devagar com ar sério desabotoando a camisa devagar, ela ajoelha sobre a cama e começa a tirar o corpete.

- Não tire nada… – rispidamente ele ordena.

Ela para imediatamente dando um sorriso cheio de malicia, observa o corpo sarado do cliente, musculoso e a pele morena bem queimada de sol dando a ele um tom quase dourado.

- Quero você do jeito que está – explicou ele.

Ela se abaixou até a cabeça ficar rente a cama redonda, desceu dela devagar usando as mãos tal como um gato, de quatro foi se aproximando dele que já desabotoava as calças. Ajoelhada em frente a ele afastou as mãos e começou a descer a calça deixando a mostra uma cueca tipo boxers branca que ocultava uma enorme ereção.

Passou a mão pelas pernas do cliente, eram grossas e fortes, duras pela malhação, mas macias ao toque, com um movimento rápido inclinou a cabeça e mordeu uma das coxas fazendo-o tremer.

Apertou com força a bunda dele segurando o tecido e puxando a cueca para baixo, o pênis saltou balançando vigorosamente como uma mola tensionada que se liberta, ela olhou para cima e sem tirar os olhos dele agarrou o membro duro e quente que parecia pulsar.

Movimentou a mão direita para cima e para baixo de forma intensa enquanto usou o outro braço para abraçar a perna dele como uma serpente se enrolando em um tronco, passou a língua com força pressionando contra a mão, o sentiu tremer, sorriu percebendo que tinha poder sobre ele. Repetiu o gesto várias vezes, deixando aquele membro grande molhando e brilhando, apenas então colocou-o na boca engolindo fundo de uma única vez, ele gemeu alto e suas pernas tremeram.

Ela aumentou o ritmo com habilidade, continuou segurando uma das pernas dele enquanto a outra agora segurava na bunda redonda e firme ajudando no movimento, percebeu que ele se esforçava para ficar em pé e buscava se apoiar na parede do apertado quarto.

Ela começou a aumentar o ritmo, mas ele interrompeu abaixando e puxando ela pelos braços, virou-a de costas sobre a cama, e segurando forte as pernas separadas e retas observou como elas formavam duas colunas torneadas, subia devagar as mãos do meio da coxa até a bunda levantando sua minúscula saia que facilmente ficou embolada na cintura dela, notou que ela já estava sem calcinha.

Aplicou-lhe um tapa na nádega direita, deslizou o dedo e sentiu que ela estava molhada a ponto de escorrer pelas coxas, as mãos dele fizeram ela gemer e jogar a cabeça para trás, mantendo a bunda empinada ela olhou esticando o pescoço e olhou para ele.

- Mete de uma vez em mim, mete? – pediu com a voz embargada.

Ele obedeceu, colocou tudo de uma única vez, fazendo ela se desequilibrar e ceder sobre a cama, ele avançou e segurou firme em sua cintura puxando contra seu corpo ao mesmo tempo em que avançava vigorosamente, o resultado era um choque violento que fazia o corpo dela inteiro balançar, sua cabeça balançava a cada impacto e ela lutava para se manter equilibrada sobre os braços que começaram a tremer em sinal do orgasmo que se aproximava.

Percebendo que ela chegaria ao ápice ele se esforçou e aumento o ritmo, socava com força como quem castigava aquele corpo, deixou marcas vermelhas na pele dela onde as mãos seguravam com vigor a cintura e puxava-a contra o pau rígido, ela começou a gemer mais alto, os gemidos se transformaram em gritos abafados e finalmente em um grito alto que começou intenso como uma explosão e foi silenciando ao mesmo tempo em que ela deixava o corpo exausto cair sobre a cama até virar apenas o som de uma respiração ofegante.

Ele caminhou em volta da cama redonda vendo o corpo dela exaurido sobre os lençóis, se deliciou com a visão, ela levantou o olhar para ele como se tivesse acabado de acordar de uma longa noite de sono. Ele se deitou na cama de barriga para cima sem tirar os olhos dela que entendeu o que ele queria.

Se ajoelhou na cama, seus seios já estavam completamente expostos sobre a roupa, pularam para fora durante as investidas do cliente, ela abaixou a roupa deixando-os mais confortáveis, passou uma das pernas sobre o corpo dele e com a mão ajeitou o membro que não dava nem sinal brandura na abertura úmida e macia, desceu apenas alguns centímetros sentindo a glande vencer a resistência da passagem, ficou assim alguns segundos, apoiou as mãos sobre o peito dele e empinou o traseiro que podia ser observado pelo espelho na parede, ele segurou o pulso dela e olhou em seus olhos.

Ela começou a mexer o quadril com destreza fazendo movimentos curtos, permitindo apenas que alguns centímetros se movimentassem para dentro e para fora de seu corpo, o salto de sua bota vermelha furava o lençol e ela jogou o cabelo para trás antes de soltar completamente o quadril fazendo o mastro penetrá-la completamente, ela suspirou com a sensação, ele se retorceu na cama e sentiu a umidade escorrer do corpo dela para o seu, ela subiu novamente devagar e repetiu o movimento, e outra vez, e mais outra, sempre subindo devagar, sentindo cada centímetro pulsante que saia e depois colocando tudo de volta em um único movimento.

Ele que havia se mantido passivo até agora agarrou a esquecida minissaia que estava embolada na cintura dela como grande cinto e usou puxando o corpo dela contra o dele como se ela fosse um animal que precisa subjugar. Com o tronco colado ao corpo dele e os seios balançando na altura do rosto, ele eleva o quadril penetrando fundo em sua gruta encharcada e repete o movimento em ritmo frenético.

Ela volta a emitir um gemido inconstante, interrompido por cada estocada cheia de energia que recebe, as mãos procuram um apoio que não existe em sinal de uma espécie de agonia, totalmente dominada ela sente a explosão quente dele em seu interior, escuta o grito selvagem e vê a cabeça dele se inclinando para trás um segundo antes de sentir o orgasmo vir intenso acompanhado de um grito que fez sua boca se abrir mas não emitir som. Sua visão escurecer por um segundo e ela se solta sobre o peito dele, ambos quase desacordados de prazer.

Ela é a primeira a levantar, se despe completamente e balança vigorosamente a saia e constata que ela está toda distorcida e rasgada em um ponto.

- Poxa Luiz, você destruiu minha saia – criticou com ar levemente decepcionado.

- Eu não vi você reclamando enquanto fazia – respondeu ele deitado sobre a cama apoiando a cabeça com as mãos.

Ela sorriu em resposta.

- Você adora essa fantasia né? – perguntou Paula apesar de já saber a resposta.

Ele saiu da cama em um salto e aproximando a abraçou e beijou-lhe carinhosamente.

- E vai dizer que minha esposa linda também não gosta? – falou enquanto passeava a mão sobre os seios dela.

- Não começa – falou Paula afastando as mãos deles – precisamos voltar para casa, a babá só fica até as onze horas lembra?

Ele concordou, tomou banho rapidamente enquanto ela se vestia, pagaram a conta e dirigiram de volta para casa, passaram novamente pela rua das prostitutas, ele não diminui dessa vez, nem mesmo olhou para os lados.

Terminou de escrever a mensagem que explicava para Carla, sua noiva, que demoraria no trabalho por conta de uma emergência, clicou no ícone responsável por enviar e desligou o aparelho.

Estacionou na vaga apertada do motel, desceu do carro e ficou olhando para a Marcela. Ela tinha um corpo voluptuoso, seios grandes e firmes em uma camiseta branca apertada destacando os mamilos, uma cintura fina que parecia esculpida a mão, coxas grossas e musculosas em um shortinho tão apertado que destacava o desenho de suas virilhas, ela balançou o cabelo liso e sorriu de maneira maliciosa para ele e começou a subir a escada que levava a suíte.

Carla recebeu a mensagem quando chegava em casa, e suspirou de decepção, estava ansiosa para surpreender Henrique. Olhou para as sacolas foi até a cozinha preparar uma refeição.

Henrique subiu as escadas devagar olhando a bunda de Marcela naquele shortinho justo, empinada por conta do salto altíssimo que ela usava, ela subia sabendo que ele esta admirando seu corpo. Ele adorava tipos como Marcela, exibidas, com corpos esculturais, adorava rebolar ao som de um funk cheio de palavrões e sabiam como fazer sexo gostoso.

Ele não esperou e jogou seu corpo bronzeado em cima da cama com força, ela caiu rindo e ficou olhando para o espelho no teto enquanto ele, com expressão séria, retirava o cinto de couro da calça e abria  a camisa. Ela levantou a blusa deixando a mostra os mamilos morenos e duros, levou a mão até o shortinho para tirá-lo, mas ele interrompeu puxando ela pelo braço com brutalidade e usou o cinto para atar os braços dela atrás das costas, enquanto apertava a fivela ela chamava-o de “cachorro”, “safado”, “tarado”.

Carla comeu e olhou novamente para as sacolas em cima do sofá, pensou se era realmente uma boa ideia, não era o tipo de coisa que ela estava acostumada. Mas sua amiga tinha dado certeza que qualquer homem adoraria isso.

Enquanto isso Henrique colocava Marcela, agora imobilizada, debruçada sobre a cama com os joelhos no chão. Ele avançou sobre ela e puxou seu shortinho de uma única vez até os joelhos, ela olhou sobre o ombro para ele, já completamente nu, sorriu como quem pedia pelo que viria. Ele esticou a mão e dedilhou a vagina molhada, posicionou a cabeça do pau na entrada, segurou os cabelos dela e puxou para trás com força, como quem doma um animal selvagem e penetrou de uma única vez seu corpo sentindo a bunda dura e quente bater em seu corpo, ela gritou. Ele continuou o movimento com mais força, puxando a cabelo dela até forçar sua cabeça a atingir o ângulo máximo que seu pescoço podia proporcionar.

Interrompeu a foda e puxou ela pelos braços jogando o corpo dela todo sobre a cama mais uma vez, ela se virou e olhou para ele xingando-o com todos os palavrões que conhecia enquanto tentava se mexer imobilizada pelo cinto. Ele subiu na cama de joelhos e afagou os cabelos lisos, passou para o pescoço, chegou ao rosto dela, e subitamente desferiu-lhe um tapa firme, ela gemeu e olhou novamente para ele que começava a separar suas pernas usando as dele.

Segurou na sua cintura com força e novamente começou a penetrá-la mais dessa vez devagar, sentindo cada pedacinho dele que entrava naquela gruta úmida, ela parecia se deliciar com aquela vara dura preenchendo-a. Fechou os olhos e começou a respirar fundo quando um novo tapa foi desferido fazendo-a gemer forte. Ele escorregou as mãos por sua coxa e sem parar o vai e vem, levantou as pernas de Marcela colocando-as na sua frente, fazendo sua bunda levantar da cama, começou a aumentar o ritmo, seus pés estavam acima da cabeça dele soltos no ar, os seios pulavam e balançamos no ritmo das estocadas proporcionando uma deliciosa visão para ele quando a mão forte atingiu um novo tapa mas dessa vez no quadril dela deixando uma marca vermelha, ela gemeu mais alto e tentou voltar a xingá-lo mas estava sem fôlego devido ao orgasmo que vinha, ele sentindo isso aumentou o ritmo e gozou junto com ela.

Nesse mesmo momento em seu apartamento Carla começava a organizar tudo, retirou todos os produtos e colocou sobre a mesa, e começou a colocar cada coisa no seu lugar, como ela havia imaginado, e percebeu que estava começando a se entusiasmar com a ideia. Sacou o celular do bolso de seu longo vestido verde musgo e enviou uma mensagem para o noivo.

E no motel Marcela se joga na cama com exaustão, agora com os braços soltos do cinto que se abriu devido a todos os movimentos bruscos, deitou-se de lado, nua, com as coxas meladas e a maquiagem borrada pelo suor, aquela posição pareceu chamá-lo, que abraçou por trás o corpo suado fazendo-a arrepiar, sentiu a pica dura passear de sua buceta até o cuzinho, percebendo as intenções voltou a xingá-lo de “tarado”, “filho da puta” e dizer que “ele não iria comer seu cuzinho jamais”, contraditoriamente empinou a bunda para facilitar a penetração. Ele forçou a entrada, a sentiu tremer quando a glande entrou e depois colocou todo o resto, a cada centímetro ela tremia mais e isso apenas colaborava para aumentar o tesão e a ereção dele.

Quando estava completamente preenchida por aquela rola começou a se tocar freneticamente, esfregava os dedos em seu clitóris enquanto sentia o gozo dele vindo. Mesmo depois que ele gozou continuou rebolando sobre aquela pica dura e se masturbando intensamente. O orgasmo veio acompanhado de um grito alto e escandaloso como apenas esse tipo de mulher sabe dar.

Enquanto isso Carla começava um caprichado banho e começava a ficar excitada com a ideia da surpresa para o noivo. Agora ela estava confiante que ele iria gostar.

Henrique também estava tomando um banho, depois secou cuidadosamente o cabelo para não levantar suspeitas, deixou Marcela em casa e finalmente ligou o celular que apitou imediatamente avisando sobre a mensagem que sua noiva havia enviado, dizia: “venha logo, comprei uma surpresa”.

Dirigiu até lá ainda lembrando-se de como foi bom comer Marcela outra vez Quando chegou ao apartamento colocou as chaves do lado da foto da família dela, passou pela sala.

Carla ouviu o barulho e correu para apagar as luzes deixando apenas as velas perfumadas espalhadas pelo quarto iluminando o local, se certificou que os cremes de massagem que havia comprado estavam sobre o criado mudo e deitou-se da maneira mais sensual que ela em sua inexperiência podia imagina.

Henrique olhou em volta do quarto e observou o cenário perfumado e pouco iluminado, rosas vermelhas sobre o lençol e sua recatada noiva vestindo um apertado e minúsculo espartilho vermelho.

- Comprei para você amor, gostou?

- O que você está fazendo?

- Eu queria te fazer uma surpresa, você não gostou?

- Tira isso, você está parecendo uma puta, isso é coisa de mulher vadia – clamou ele com reprovação na voz e na expressão, e complementou – certeza que isso foi ideia daquela sua amiga piranha!

- Não fale assim da Marcela – defendeu Carla.

- Falo sim, ela é uma vadia, e minha noiva não vai ficar igual a uma vadia!

Ela se despediu do marido mecanicamente e embarcou no ônibus. Pelas janelas escuras do veículo observou seu cônjuge e sogra afastarem-se da plataforma de embarque. A última trajava um vestido curto bem inadequado; não tanto por sua idade, mas sim pelo desleixo com o próprio corpo. Seu marido usava um short desbotado, camiseta regata e chinelos; sua aparência física demonstrava o mesmo desleixo que a mãe.

Com a passagem em mãos, procurou seu assento no estreito e mal iluminado corredor. Encontrou seu lugar e colocou a mochila no bagageiro pouco espaçoso acima dos acentos e se soltou de uma vez na poltrona. Inclinou-a até o fim, tirou o tênis com a ponta dos pés e se esticou, respirou fundo e fechou os olhos.

Seu celular começou a vibrar e a tocar no bolso da jaqueta; era sua mãe querendo saber se ela já estava a caminho. Enquanto falava, um rapaz alto se aproximou; o acento ao lado pertencia a ele. Ela se encolheu – dando passagem ao rapaz – e continuou a falar ao telefone. Ele sentou-se e quando ela desligou o celular, aquele sorriu e perguntou:

- Indo ou voltando?

- Como? – indagou ela, ainda perdida em seus pensamentos.

- Indo ou voltando para casa?

- Voltando, digo indo… indo visitar minha mãe.

O rapaz sorriu  sincero e a conversa continuou. Confidenciou a ele sobre a crise em seu casamento e sobre como a viagem para a cidade natal havia surgido como uma maneira de tentar clarear as ideias e organizar a cabeça. Ele contou sobre suas desilusões amorosas e sobre sua viagem à negócios. Falou também sobre os namoros de adolescência e como tinha se casado apaixonada e, estranhamente abriu o coração àquele estranho.

Desceram em uma parada para o jantar num posto de gasolina no meio da estrada escura, dividiram a mesa, beberam cerveja, deram risadas, dividiram um cigarro. Ela não soube se foi devido ao efeito o álcool, o frio da noite, o sorriso luminoso dele ou o perfume que exalava de seu corpo moreno, mas quando percebeu estava tocando-o no braço e logo depois encontrava-se pendurada nele como quem caminha ao lado de um velho amigo.

De volta ao ônibus continuaram a conversar animadamente. O ônibus estava com as luzes apagadas e alguns passageiros fizeram indiscretos e propositais comentários em voz alta, sobre o barulho que atrapalhava o sono deles. Ela nunca foi de falar baixo e o volume de sua voz simplesmente aumentava sem que percebesse. Quando um dos passageiros praguejou pela terceira vez, ele levou os dedos até os lábios vermelhos dela suavemente e, com sua própria boca fez “Shhh.”

Ele sentiu-a estremecer e a teria visto corar, não fosse a escuridão do veículo, interrompida apenas pelas azuladas luzes de segurança. Sob àquela penumbra confortável ela sentiu a respiração dele mais próxima e não se mexeu. Sua mão deslizou por seus cabelos até sua nuca e ele a beijou tão suave e delicadamente que expulsou qualquer outro pensamento da cabeça dela.  Ele tocava sua boca com lábios molhados e macios; ela sentiu o corpo flutuar e experimentou a sensação de ser uma adolescente outra vez.

Ele trouxe sua cabeça para perto e pousou-a sobre seu ombro; ele cheirava tão bem! Passou a mão por seu ombro e aninhou-a dessa maneira em seu peito. Acariciou seus cabelos e seu rosto, sem pressa e de forma suave, quase imperceptível.

Sua respiração forte perto da orelha a fazia se arrepiar. A mão dele desceu pelo colo dela – por cima da blusa – e encontrou mamilos explodindo de excitação. Abandonando seu papel de passiva, elevou a mão ao colo dele e teve a impressão de que seu pênis estava para arrebentar  a calça. Introduziu sua mão por dentro desta e quando alcançou seu objetivo sentiu-o estremecer. Percebeu imediatamente um tamanho bem maior do que os seus dedos estavam acostumados. Eles se beijaram com mais fogo e ela ainda tentou recuar – pensar no marido, no matrimônio, na igreja -, mas seu corpo tinha ganhado vontade própria.

Os bancos apertados e desajeitados não permitiam muito malabarismo, mas ela ficou de costas para ele e de frente para o corredor do ônibus. Começou a abaixar a calça folgada que usava, juntamente com a calcinha e sentiu quando sua glande tocou suas nádegas molhadas de desejo. Ela não ficava molhada assim há muito tempo. O membro dele começou a procurar onde penetrar, não demorando a encontrar. Ela estremeceu e prendeu o gemido que quase escapou de sua boca; o ônibus estava em silêncio.

A posição não permitia movimentos bruscos, tampouco uma penetração total. Ele mordia seu pescoço, seus ombros e sua orelha, enxarcando-a de saliva e de apetite. Ele se mexia devagar e pacientemente, suas mãos por debaixo da roupa apertavam os seios e mamilos enquanto ela utilizava os dedos para aumentar seu prazer. Ela perdeu a noção de espaço e sem saber há quanto tempo estava daquela forma, sentiu o gozo vindo. Um orgasmo como há muito não vivenciava. Sua vista escureceu completamente, no já escuro ambiente. Mordeu a gola da camisa para abafar seus gritos de prazer e experimentou uma rápida perda dos sentidos; seu corpo inteiro pulsava e foi preciso segurar-se para não grunhir de prazer. Suas coxas estavam inteiramente molhadas. Tentou controlar a respiração ofegante e sentiu ele se afastar, mas imediatamente segurou-o firme pelo seu membro pulsante e sentiu os jorros impetuosos e quentes saltarem por cima dela.

Virou o rosto, beijou-o suavemente e adormeceu.

Pela manhã, ao chegar ao destino dele, trocaram números de telefone e carícias discretas. Na cidade vizinha ela desceu do ônibus e encontrou sua mãe e irmã mais nova que foram buscá-la. O telefone tocou e era seu marido querendo saber como tinha sido a viagem e cobrando uma declaração de saudades da parte dela.

- Claro que estou com saudades, essa viagem foi excelente. Estou convencida que através dela encontrei a solução para nossos problemas!

Há números de telefone que nunca são registrados em agendas, se quer temos coragem de escreve-los em um post it, mas que estão guardados lá no fundo de nossa memória. E quando bate a “vontade” esses números surgem como se fosse cotidiano fazer tal ligação.

Fazia mais de 1 ano que eu e Lívia não nos encontravamos, ela com seu relacionamento conturbado, fazia questão de só se envolver em situações onde o comprometimento jamais deveria ir além da cama. Eu, por outro lado, tinha em nossos momentos na cama o auge de todo sentimento. Não havia “eu te amo”, “vamos namorar”, “quer casar comigo” ou qualquer outra forma de verbalização que desse a entender que eramos mais do que o “prazer pelo prazer”. E eu liguei, marquei de encontrá-la em sua casa e fui…

Ao chegar fui recebido com o mesmo sorrisão farto e aquele olhar que só Lívia sabe transmitir. Puxou-me para junto do seu corpo e me abraçou por um tempo. Senti seu cheiro de banho tomado e seu respirar que dispensava palavras e mesmo que eu tentasse encontrá-las, com certeza não acharia. Usava um vestido estampado e de um tecido mole, dessas malhas que você toca e suas mãos escorregam até a cintura, onde se pode sentir um pequeno fio por baixo, mostrando que a calcinha que vestia era convidativa e que deveria ser tirada em breve, por ninguem menos que eu.

Sentamos no sofá, conversamos sobre o último ano e o que haviamos feito durante esse tempo. Comentei sobre sua beleza que os anos parecem cada vez mais a rejuvenecer, o que é uma verdade. Enquanto isso,  ela com uma naturalidade muito peculiar, abria o ziper da minha calça e colocava meu cacete pra fora. Como se dissesse: Cala a boca e me deixa ter prazer, é pra isso que você está aqui!

Enquanto sentia o calor dos seus lábios movimentando-se, abri suas pernas e contemplei a calcinha branca com dois laços nas extremidades que foram devidamente desfeitos, um a um. Como quem abre um presente, vi aos poucos sua carne quente e úmida diante dos meus olhos. Toquei seus grandes lábios, coloquei-os entre os meus dedos e a partir de então os movimentos que eu fazia definiam a velocidade e intensidade que ela me chupava. E quanto mais intenso ficava, mais minha vontade crescia. Abri suas pernas e começamos um 69 delicioso, senti toda sua vontade através dos gemidos e movimentos que fazia com o corpo enquanto nos chupavamos e antes que ela me fizesse gozar ali, naquele momento, puxei seu corpo para cima do meu e a deixei cavalgar, senti os tremores do seu corpo e uma frase em gemidos: “vou gozar, assim eu não aguento…”. Eu por outro lado só senti os jatos explodindo e invadindo seu corpo que tremia e contorcia-se implorando para que não parasse.

Ali encaixados, nos olhamos fixamente por algum tempo, e ela disse: Vou te dar meu cartão, pois preciso que me ligue mais vezes.- Não precisa minha linda! Sempre que você me quiser bastará pensar em mim que o telefone tocará!

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