Ele vestido com uma roupa listrada e com um gorro e máscara, algo que mais lembrava um pijama que uma fantasia de “presidiário”. Ela com um short curto azul marinho e a roupa que também vagamente lembrava uma farda policial, no entanto o clima fazia jus a um pós-baile de carnaval.
Atravessavam o corredor, antes escuro, mas que se iluminava assim que os sensores de movimento detectavam seus passos cansados de tanto dançar e pular. Ele abriu a porta e deixou ela entrar primeiro, ao passar pela porta acendeu a luz da sala e se jogou no sofá, ele tentou iniciar a conversa.
- A festa estava boa não é?
- Estava?
- Estava, não estava?
- Você achou é?
Ele insistiu.
- Algo errado?
- Não, está tudo ótimo – indicando claramente que havia algo errado.
- O que foi?
- Eu vi a maneira como você olhava para aquela odalisca.
- Quem?
- Não se faça de besta! – respondeu ela que sempre falava mais alto quando bebia.
- Você está imaginando coisas – ele que estava até gostando do ciúmes dela.
- Você é um idiota – ela se levantou – e bem na minha frente, você nem disfarçou.
- Agora você está exagerando! – tentou acalma-la.
- Estava praticamente babando nela, eu devia era te dar uma surra com esse cassetete – respondeu tentando tirar o adereço da fantasia da cintura.
- Hey, você está maluca?
Ela virou-se sem conseguir soltar o ornamento da fantasia, visivelmente embriagada tropeçou quando ele a segurou pelo braço com firmeza.
- Você está falando sério? – começando a preocupar-se.
- Você… você… é… você é um idiota – balbuciou ela
A blusa imitando a sensual farda azul estava com os botões abertos deixando um sutiã de renda preto exposto.
- Idiota – ela repetiu tentando desferir um tapa ou algo assim – você é um idiota.
Ele a segurou mais forte, ela tentou violentamente se debater. Pensando em não machucá-la ele a empurrou, ela caiu sentada quase errando o sofá. Ao perceber ele tentou segurá-la para evitar a possível queda e acidentalmente arrancou o cinto de plástico, da fantasia dela, que ficou em sua mão.
- O que? Agora vai me bater? – disse ela observando a cena.
- Da maneira como você está agindo… – interrompeu a frase abruptamente.
Um silêncio de fração de segundos pareceu durar uma pequena eternidade.
Ela tentou levantar-se mas a combinação de álcool e revolta fez ela cambalear.
- Então vem, se você é homem…
Ele não prestava atenção. O rosto claro dela, vermelho pela bebedeira; o cabelo curto, antes alinhado agora bagunçado; a blusa com mais um botão aberto, deixando os seios dentro da lingerie expostos. A cena teve um efeito excitante nele: olhou para a peça da fantasia em sua mão, passando uma imagem que não combinava com o verdadeiro pensamento em sua cabeça.
Ela tentou novamente se levantar.
- Você é uma menina muito má, merece mesmo um castigo.
- E você conhece algum homem de verdade para isso, por que você não conta.
Provocar a masculinidade dele tinha um efeito irresoluto, dúbio, um misto de encorajamento com provocação que o incentivou a tomar a atitude que tomou, soltou a algema falsa do cinto que estava em sua mão.
- É um castigo que você quer? Por que é isso que você merece!
Segurando a mão dela e com habilidade surpreendente prendeu a algema em um dos braços, e girando-a pelo ombro completou o movimento. Trancou os braços na parte de trás do corpo da moça, que debateu-se surpresa.
- É assim né, você é mesmo um covarde…
Ele puxou a blusa, arrebentando os botões que sobraram e usando a roupa que não podia ser retirada completamente para ajudar a manter os braços imobilizados. Falou em um tom de voz manso e com a segurança de quem dominava a situação.
- Vou te dar o castigo que você merece.
Ouvi-lo falando próximo assim causou um instantâneo arrepio por toda a pele dela, a sensação de estar dominada ao mesmo tempo que excitava causava revolta.
- Você vai me castigar? Vai mesmo? – ela se surpreendeu com a própria provocação, sentiu o corpo sendo empurrado por cima do braço do sofá.
Ele se deliciou com a cena do corpo esguio imobilizado e ao seu dispor exposto ali, puxou o shortinho curto que ela usava deixando exposta a lingerie rendada. Se abaixou, e ela sentiu a respiração ofegante dele próximas em suas coxas denunciando suas intenções.
Ele mordeu as coxas brancas de forma delicada e começou a subir lentamente como quem experimenta a textura da pele com os dentes. Ao alcançar seu objetivo avançou com a boca ainda por cima da calcinha e com a língua úmida, penetrou entre o tecido e a carnuda xana que já apresentava-se molhada.
Ela estremeceu o corpo e por condicionamento tentou se movimentar, mas a combinação das algemas e da roupa retirada pela metade não permitia nem mesmo ela tentar se levantar. Sobrou-lhe a opção de provocar ainda mais.
- Cadê? Aonde está o castigo que você me prometeu? Aonde?
O resultado foi um tapa que a fez gemer ao mesmo tempo que assustava-se com o estalo, sentiu a peça de
roupa ser rasgada em um movimento rápido e violento.
Ele retirou a fantasia, ficando completamente nu e repetia várias vezes: – Você é mesmo uma má menina, uma má menina.
Ela sentiu a ponta do pau roçando na entrada úmida e quente, sentiu ele pressionar buscando a penetração e contraiu-se tentando dificultar mais a penetração. Iria verbalizar mais uma provocação quando perdeu o fôlego com uma estocada rápida, sem cerimônia e deliciosa.
Ele segurou na cintura fina com as duas mãos e começou com movimentos vigorosos, a penetrá-la repetidas vezes.
- Isso, me castiga, isso – ela mudou o discurso por um momento, mas logo voltou ao discurso provocativo – isso é o melhor que você sabe fazer? É tudo que você tem? – falava entre suspiros e gemidos.
O efeito foi exatamente o desejado, apenas o incentivou a aumentar o ritmo e tornar-se violento, selvagem.
Ele decidiu provocar de volta, debruçou-se sobre o corpo imobilizado dela fazendo com que a penetração fosse mais profunda. Ela gostou de sentir o peso sobre as costas quando ele sussurrou no ouvido dela.
- Era realmente uma delicia aquela odalisca.
O resultado foi ela tentar se levantar e debater-se, tal qual um animal que buscava escapar do aprisionamento.
- Seu idiota, seu frouxo, seu cretino – gritava ela quando surpreendeu-se ao ver que misturava entre as palavras de revolta outras de incentivo – me fode mais seu babaca, fode seu inútil, me come.
Ele sentiu ela empinar a bunda, aumentou a intensidade. Sentia o êxtase se aproximando tanto nela quanto nele, acelerou o ritmo sentindo-se uma fera e urrou como uma quando gozou junto com a parceira. Sentiu-a escorrer o mel de prazer pelas coxas, ela deixou o corpo cair exausta.
Riram da situação. Largado no sofá, ele a observou na tentativa de levantar-se. A beijou vigorosamente e ajudou a se sentar.
Ela movimentou a cabeça tentando tirar o cabelo do rosto, sorriu para ele e perguntou.
- Onde estão as chaves, amor? Me solta agora.
Ele arregalou os olhos em sinal de sincera surpresa.
- Chaves? Você também não sabe onde estão as chaves?
Até que ela parou. E virou-se de cabeça para baixo, à procura do pau de Wagner, enquanto lhe oferecia a xana. Num espetáculo de meia-nove… Lana lambia da cabeça até as bolas, sempre batendo e os dois pareciam estar em perfeita sincronia. Ele chupava e metia o dedo enquanto ela batia com uma mão e chupava ao mesmo tempo.
Marcelo olhou para o lado mas não havia nada para ver, soltou um quase inaudível “tudo bem”, um silencio constrangedor dominou o local, Marcelo mesmo foi quem tomou coragem de quebra-lo.
Então sentiu o tapa, certeiro em sua bochecha, firme, mas bem menos forte do que poderia ter sido, sentiu o corpo tombar para o lado, tateou a procura da parede, que era seu único ponto de orientação e não a encontrou. Escutou o barulho de tecido rasgando, pensou em correr, mas não queria. Agora ela iria até o fim.
Pedro em um movimento rápido e forte ergueu o corpo de Joana do chão forçando a abraça-lo com as pernas para se segurar, enquanto mordiscava a orelha dele se embriagando no perfume que ele exalava, sentiu ele a carregando para a mesa da sala onde ele pousou sua bunda firme sobre a madeira fria, antes de se afastar Joana já havia arrebentado quase todos os botões da camisa branca deixando o peito nu de Pedro exposto.
Ela aumentou o ritmo com habilidade, continuou segurando uma das pernas dele enquanto a outra agora segurava na bunda redonda e firme ajudando no movimento, percebeu que ele se esforçava para ficar em pé e buscava se apoiar na parede do apertado quarto.
Ela começou a mexer o quadril com destreza fazendo movimentos curtos, permitindo apenas que alguns centímetros se movimentassem para dentro e para fora de seu corpo, o salto de sua bota vermelha furava o lençol e ela jogou o cabelo para trás antes de soltar completamente o quadril fazendo o mastro penetrá-la completamente, ela suspirou com a sensação, ele se retorceu na cama e sentiu a umidade escorrer do corpo dela para o seu, ela subiu novamente devagar e repetiu o movimento, e outra vez, e mais outra, sempre subindo devagar, sentindo cada centímetro pulsante que saia e depois colocando tudo de volta em um único movimento.
Enquanto isso Henrique colocava Marcela, agora imobilizada, debruçada sobre a cama com os joelhos no chão. Ele avançou sobre ela e puxou seu shortinho de uma única vez até os joelhos, ela olhou sobre o ombro para ele, já completamente nu, sorriu como quem pedia pelo que viria. Ele esticou a mão e dedilhou a vagina molhada, posicionou a cabeça do pau na entrada, segurou os cabelos dela e puxou para trás com força, como quem doma um animal selvagem e penetrou de uma única vez seu corpo sentindo a bunda dura e quente bater em seu corpo, ela gritou. Ele continuou o movimento com mais força, puxando a cabelo dela até forçar sua cabeça a atingir o ângulo máximo que seu pescoço podia proporcionar.
Ele sentiu-a estremecer e a teria visto corar, não fosse a escuridão do veículo, interrompida apenas pelas azuladas luzes de segurança. Sob àquela penumbra confortável ela sentiu a respiração dele mais próxima e não se mexeu. Sua mão deslizou por seus cabelos até sua nuca e ele a beijou tão suave e delicadamente que expulsou qualquer outro pensamento da cabeça dela. Ele tocava sua boca com lábios molhados e macios; ela sentiu o corpo flutuar e experimentou a sensação de ser uma adolescente outra vez.